Às margens do Rio Doce, no noroeste do Espírito Santo, uma cidade de pouco mais de 129 mil moradores guarda um título raro entre os destinos brasileiros. Colatina, conhecida como Princesa do Norte, teve seu entardecer apontado em 1969 pela revista norte-americana Time como o segundo mais belo do planeta, exibe um Cristo Redentor de 35,5 metros e aparece entre as dez melhores cidades capixabas em qualidade de vida no levantamento mais recente.
O pôr do sol que ganhou fama internacional no fim dos anos 1960
O curso do Rio Doce e o relevo montanhoso pintam o céu de dourado e vermelho na maior parte do ano. Foi esse fenômeno, segundo registros locais, que levou a revista norte-americana Time a citar o entardecer colatinense como o segundo mais bonito do mundo em 1969, classificação que se tornou parte da identidade da cidade.
Décadas depois, o programa Fantástico, da Rede Globo, voltou a destacar o entardecer da Princesa do Norte ao colocá-lo entre os mais bonitos do Brasil. A Praça do Sol Poente, na orla do rio, foi criada para abrigar o público que se reúne ao entardecer.

Vale a pena viver na Princesa do Norte capixaba?
O município figura entre as dez melhores cidades do Espírito Santo em qualidade de vida. Segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, Colatina alcançou 65,48 pontos e ficou em 6º lugar entre os capixabas, na 713ª colocação nacional.
Em pesquisa publicada pela Prefeitura Municipal de Colatina, a cidade aparece como a 3ª melhor do estado e 15ª do país no Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, levantamento do Instituto de Longevidade. Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram 120.033 habitantes no Censo 2022, com estimativa de 129.301 em 2025, índice de qualidade de vida (IDHM) de 0,746 e escolarização de 99,05% entre 6 e 14 anos.

O que fazer na cidade do Cristo de 35,5 metros?
O roteiro colatinense combina mirantes, distrito histórico e a beleza do Rio Doce. Entre os principais atrativos, destacam-se:
- Cristo Redentor de Colatina: estátua de 20 metros sobre pedestal de 15,5 metros, totalizando 35,5 metros, inaugurada em 1975 no bairro Bela Vista.
- Praça do Sol Poente: cartão-postal urbano à beira do Rio Doce, ponto preferido para acompanhar o entardecer.
- Avenida Beira-Rio: orla com pista de caminhada, vista para a Ponte Florentino Avidos e o pôr do sol que tornou a cidade famosa.
- Ponte Florentino Avidos: estrutura erguida sobre o Rio Doce em 1928, símbolo do desenvolvimento da cidade no início do século 20.
- Distrito de Itapina: vilarejo bucólico a 25 km do centro, com casario do início do século 20 preservado, lembrança do ciclo cafeeiro do noroeste capixaba.
- São Pedro Frio: região serrana a 600 metros de altitude e cerca de 40 km do centro, com clima de montanha e remanescentes de Mata Atlântica.
Quem deseja conhecer a infraestrutura e as curiosidades da “Princesinha do Norte” capixaba, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Família LENSO, que conta com mais de 330 visualizações, onde Kinho lenzo mostra uma viagem de moto com dados e a história de Colatina, Espírito Santo:
Quando é a melhor época para visitar Colatina?
O clima tropical do noroeste capixaba combina verões quentes e úmidos com invernos secos e amenos. A tabela a seguir resume os dados:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar até a Princesa do Norte
A cidade fica a 129 km de Vitória, capital capixaba, com acesso principal pela BR-101 e BR-259. O Aeroporto de Vitória é o terminal mais próximo, com transfer rodoviário que cruza a região serrana. A ligação histórica é a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que ainda atravessa o município e marca a paisagem urbana.
Conheça a cidade do entardecer eleito pela Time
Pouco se fala da Princesa do Norte, mas Colatina reúne um cartão-postal natural reconhecido internacionalmente, um Cristo Redentor monumental de 35,5 metros e indicadores de qualidade de vida acima da média capixaba. A paisagem do Rio Doce no fim da tarde explica por que tantos colatinenses voltam todo dia para a orla.
Você precisa conhecer Colatina e ver pessoalmente o céu que conquistou uma revista norte-americana ainda nos anos 1960.




