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A cidade mineira a 2h de BH onde uma montanha de 1.385 metros virou cratera e deu origem ao maior poeta do Brasil

Vitor Bruno Por Vitor Bruno
22/05/2026
Em Cidades
Uma montanha de quase 1400 metros desapareceu, a cidade mineira a 2 horas de Belo Horizonte onde a paisagem valia menos que os lucros e o maior poeta brasileiro nasceu

A montanha que virou cratera: Itabira perdeu um pico e ganhou o maior poeta do Brasil (imagem ilustrativa)

A 111 km de Belo Horizonte, Itabira guarda a história mais paradoxal do interior mineiro. Foi nesta cidade que o Pico do Cauê, gigante de 1.385 metros de minério de ferro, foi pulverizado em poucas décadas para alimentar a maior mineradora do país e, ao mesmo tempo, viu nascer Carlos Drummond de Andrade, considerado o maior poeta brasileiro.

Por que uma montanha inteira desapareceu do mapa?

O nome da cidade vem do tupi e significa “pedra que brilha”. O brilho citado pelos indígenas era o do minério de ferro que cobria o Pico do Cauê, descoberto em 1720 pelos irmãos Francisco e Salvador de Faria Albernaz. Por séculos, a montanha foi o cartão-postal local.

A exploração industrial começou em 1911 com a Itabira Iron Ore Company, fundada pelo empresário norte-americano Percival Farquhar. Em 1942, no auge da Segunda Guerra Mundial, o presidente Getúlio Vargas nacionalizou as minas e, pelo mesmo decreto, criou a Companhia Vale do Rio Doce. Em 1973, a Mina do Cauê tornou-se a maior frente de extração de minério de ferro do mundo ocidental, segundo registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No lugar do pico restou uma cratera, hoje em processo de revegetação pela Vale.

Itabira garante qualidade de vida e desenvolvimento familiar // Créditos: Wikipedia

Como o desaparecimento do Cauê marcou a obra de Drummond?

Carlos Drummond de Andrade nasceu em 31 de outubro de 1902 em Itabira e cresceu observando o Pico do Cauê pela janela de casa. A destruição do gigante de ferro virou tema central de sua poesia, especialmente no livro “A Falta que Ama”, publicado em 1968, e no poema “Triste Horizonte”, que registrou o sumiço da montanha.

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Sua obra mais conhecida sobre o tema é “Confidência do Itabirano”, em que descreve a cidade como “noventa por cento de ferro nas calçadas, oitenta por cento de ferro nas almas”. A relação ambígua entre o poeta e a mineração, sustento de sua família e destruidora de sua paisagem natal, atravessa boa parte de sua escrita madura. Drummond morreu em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro.

Itabira atrai moradores que querem viver com calma // Créditos: Wikipedia

O que fazer nos Caminhos Drummondianos?

A cidade transformou a memória do poeta em roteiro turístico oficial. Os Caminhos Drummondianos reúnem 44 placas de ferro fundido, cada uma pesando cerca de 240 quilos, espalhadas por pontos citados em poemas. O roteiro central, segundo o portal oficial Minas Gerais, dura cerca de três horas e inclui:

  • Memorial Carlos Drummond de Andrade: projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, amigo pessoal do poeta, inaugurado em 31 de outubro de 1998.
  • Fazenda do Pontal: antiga propriedade do pai de Drummond, onde o poeta passou parte da infância, com escultura de Drummond criança recebendo visitantes.
  • Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade: abriga biblioteca, teatro e exposições no centro da cidade.
  • Mirante do Pico do Amor: ao lado do Memorial, oferece vista panorâmica sobre a cidade e os restos do Pico do Cauê.
  • Praça Acrísio Alvarenga: ponto de partida tradicional do roteiro, no coração histórico de Itabira.
  • Centro histórico: sobrados e casarões dos séculos XVIII e XIX em estrutura de adobe e pau a pique.

O que mais procurar além do legado poético?

Itabira faz parte do Circuito do Ouro e da Estrada Real, e a região guarda atrações que escapam do circuito drummondiano:

  • Distrito de Ipoema: vila rural com o Museu do Tropeiro e cachoeiras a cerca de 35 km do centro.
  • Serra dos Alves: distrito a 30 km do centro com mirante, trilhas e clima de altitude mais fresco.
  • Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário: construção do século XVIII no centro histórico, ligada à Irmandade Negra.
  • Mina do Cauê: o que sobrou do antigo pico hoje funciona como crista da paisagem industrial da Vale.
  • Feira de Artesanato do Largo: encontro semanal de produtores locais com queijos, doces e peças de ferro forjado.

Quando visitar a terra de Drummond e o que fazer em cada estação?

O clima de Itabira é tropical de altitude, com inverno seco e verão chuvoso. As variações sazonais definem o melhor mês para cada experiência na cidade:

🌧️ Verão
Dezembro a Fevereiro 18°C a 29°C
As chuvas tropicais chegam com força na região serrana. É o período ideal para pegar estrada e aproveitar as cheias das Cachoeiras de Ipoema.
☔ CHUVA ALTA
📜 Outono
Março a Maio 15°C a 26°C
A umidade fica média e o clima assume um padrão ameno muito agradável. Janela perfeita para caminhar e explorar os ricos Caminhos Drummondianos.
⭐ CLIMA AMENO
🍂 Inverno
Junho a Agosto 10°C a 24°C
A estação mais seca e ensolarada do ano na altitude mineira! Época excelente para curtir o friozinho, fazer turismo cultural e se programar para o aniversário de Drummond.
❄️ INVERNO SECO
⛰️ Primavera
Setembro a Novembro 14°C a 28°C
Os termômetros voltam a subir com a umidade retornando gradualmente. Período florido e propício para desbravar os cenários da Serra dos Alves e mirantes.
🌸 CHUVA MÉDIA

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à terra natal do poeta?

De Belo Horizonte, o trajeto leva cerca de 2h30 pela BR-381 e segue pela MGC-120. O percurso atravessa a paisagem do Quadrilátero Ferrífero, com curvas sinuosas e mirantes naturais ao longo da serra. A cidade também é acessível por ônibus regulares que partem da rodoviária da capital mineira em pouco mais de duas horas e meia.

Leia também: Eleita 1º lugar em qualidade de vida em Minas Gerais: a única cidade do Brasil na rota termal europeia tem águas sulfurosas a 45°C dentro de um vulcão extinto

Visite a cidade onde poesia e ferro contam a mesma história

Poucos lugares no Brasil traduzem com tanta intensidade a relação entre paisagem, trabalho e literatura. Itabira reúne em um só território a herança industrial que ergueu uma das maiores mineradoras do mundo e o berço do poeta que escreveu sobre a destruição dessa mesma terra.

Você precisa subir até o Memorial projetado por Niemeyer e conhecer Itabira, a cidade onde a paisagem virou matéria-prima e a saudade virou poesia.

Tags: cidadesItabira

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