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Metade dos casos de demência está ligada a 6 fatores: veja o que você pode mudar hoje

André Rangel  Por André Rangel 
05/02/2026
Em Notícias, Saúde
O que você faz hoje pode definir sua memória no futuro

O que você faz hoje pode definir sua memória no futuro

Metade dos casos de demência está associada a hábitos e condições de saúde que podem ser modificados ao longo da vida. Pesquisas recentes, mostram que cuidar desde cedo do cérebro e do coração — com movimento, sono adequado, vínculos sociais e controle de doenças crônicas — pode retardar o declínio cognitivo e reduzir o risco de comprometimento neurológico na velhice.

Por que o estilo de vida influencia tanto na prevenção da demência

A demência não costuma surgir de um único evento, mas da soma de vários fatores que se acumulam ao longo do tempo. Condições cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado, danificam aos poucos os vasos sanguíneos cerebrais, favorecendo microlesões que afetam memória, atenção e raciocínio.

Quando esses problemas se combinam com sedentarismo, obesidade e hábitos nocivos, o risco de deterioração cognitiva aumenta de forma significativa. Estudos até 2024 reforçam que ajustes consistentes no estilo de vida podem proteger o cérebro e retardar o aparecimento de doenças neurodegenerativas.

Quais fatores de risco para demência podem ser modificados

A pesquisa destaca um conjunto de fatores que, quando monitorados e controlados, colaboram para a redução do risco de demência. Eles envolvem saúde cardiovascular, metabolismo, comportamento e condições ambientais, atuando muito antes dos primeiros sinais de perda de memória.

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Na prática, não se trata apenas de evitar doenças, mas de construir uma rotina protetora ao longo da vida. Entre os fatores modificáveis mais citados em diretrizes internacionais e nacionais estão:

  • Sedentarismo: ausência de atividade física regular, associada a pior desempenho cognitivo ao longo do tempo.
  • Hipertensão: pressão arterial elevada na meia-idade aumenta a chance de lesões cerebrais silenciosas.
  • Diabetes tipo 2: descontrole da glicemia está ligado a alterações em vasos e neurônios.
  • Obesidade: especialmente a abdominal, relacionada a processos inflamatórios crônicos.
  • Tabagismo: o cigarro acelera o dano vascular e reduz o aporte de oxigênio ao cérebro.
  • Consumo excessivo de álcool: uso abusivo está associado à atrofia cerebral e prejuízo cognitivo.
  • Perda auditiva e problemas de visão: sem correção adequada, favorecem isolamento e sobrecarga cognitiva.
  • Depressão e isolamento social: estados de humor alterados e falta de contato social impactam memória e atenção.
  • Baixa escolaridade e pouca estimulação intelectual: menor “reserva cerebral” ao longo da vida.
  • Exposição à poluição do ar e traumas de crânio: contato frequente com poluentes e acidentes sem proteção aumentam o risco.

Como o movimento diário ajuda a proteger o cérebro

Entre os fatores modificáveis, o sedentarismo aparece como um dos principais alvos. A prática regular de atividade física melhora a circulação, reduz a pressão arterial, equilibra o açúcar no sangue e diminui inflamações sistêmicas, processos ligados ao desenvolvimento de quadros demenciais.

Além disso, exercícios estimulam a liberação de substâncias que favorecem a plasticidade cerebral, isto é, a capacidade do cérebro de criar e reforçar conexões neurais. A recomendação da OMS para adultos é de 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana, que podem ser alcançados com caminhadas e movimentos distribuídos ao longo dos dias.

Quais hábitos diários ajudam a reduzir o risco de demência

A transformação não precisa começar com mudanças radicais, e sim com escolhas possíveis dentro da rotina de cada pessoa. O objetivo é somar pequenos hábitos que, mantidos por anos, constroem uma camada extra de proteção cognitiva e cardiovascular.

Algumas estratégias práticas para favorecer essa proteção incluem cuidados com o movimento, o coração, os sentidos e a estimulação mental contínua:

Área de cuidado Ação recomendada Benefício esperado
Movimento diário Levantar-se periodicamente, caminhar alguns minutos e priorizar escadas. Redução do sedentarismo e melhora da disposição física.
Atividade física Caminhadas rápidas de 20 a 30 minutos em alguns dias da semana. Apoio à saúde cardiovascular e ao controle do peso.
Corpo e mente Práticas como dança, ioga e exercícios de equilíbrio. Melhora da coordenação, do humor e da consciência corporal.
Saúde cardiovascular Monitorar pressão arterial, glicemia e colesterol regularmente. Prevenção de doenças crônicas e diagnóstico precoce.
Saúde mental Estimular o cérebro com leitura, aprendizado e jogos estratégicos. Manutenção da memória, atenção e raciocínio lógico.
Audição e visão Realizar consultas periódicas e usar correções quando indicadas. Evitar isolamento e preservar a autonomia.

Como começar agora a proteger o cérebro para o futuro

A prevenção da demência é uma corrida de longo prazo, e cada escolha diária conta para construir um futuro com mais autonomia e qualidade de vida. Mesmo que já existam fatores de risco, sempre é possível reduzir danos, buscar acompanhamento profissional e adotar mudanças graduais, mas consistentes.

Não espere os primeiros sinais de esquecimento para agir: marque hoje uma consulta para checar pressão, glicemia e colesterol, organize uma rotina mínima de movimento na semana e converse com familiares sobre cuidados com sono, humor, audição e visão. O melhor momento para proteger o seu cérebro é agora, enquanto ainda há tempo de fazer diferença real no seu envelhecer.

Tags: casos de demênciademênciaenvelhecimentosaúde mental

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