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Hakima Castro, psicóloga: “Não se trata de uma geração mais fraca, mas sim de adolescentes que não aprenderam a compreender o que sentem.”

Bruno Vaz Por Bruno Vaz
07/07/2026
Em Curiosidades
Hakima Castro, psicóloga: “Não se trata de uma geração mais fraca, mas sim de adolescentes que não aprenderam a compreender o que sentem.”

Ensinar adolescentes a nomear sentimentos previne o isolamento e rompe barreiras de comunicação.

Conviver com jovens que se isolam no quarto ou explodem por qualquer motivo virou o novo normal nas famílias. Lidar com essas crises diárias sem saber o que fazer gera um cansaço enorme nos pais. O segredo para mudar esse cenário está em ajudar seu filho a entender as emoções desde cedo.

Por que os jovens parecem sofrer mais hoje em dia

Muitos adultos acreditam que os jovens de hoje são frágeis demais e não aguentam os problemas reais da vida. Essa rotulação constante cria uma barreira perigosa de comunicação dentro de casa. A psicóloga Hakima Castro explica que essa percepção está totalmente errada. O que vemos na verdade são jovens que sofrem por não saberem nomear o que sentem no peito.

O excesso de telas e a falta de convivência real aceleram essa angústia silenciosa no cotidiano dos estudantes. Além disso, as redes sociais criam uma pressão constante por uma felicidade falsa que ninguém consegue manter. O resultado disso surge em forma de crises de ansiedade repentinas e isolamento social nos fins de semana.

entender as emoções
Muitos adultos acreditam que os jovens de hoje são frágeis demais e não aguentam os problemas reais da vida

O erro comum ao tentar ensinar a entender as emoções

A maioria dos pais tenta resolver as dores dos filhos oferecendo conselhos prontos ou soluções rápidas para os problemas. Na prática, essa atitude invalida o sofrimento do jovem e faz com que ele se feche ainda mais. Para ensinar a entender as emoções, é preciso primeiro dar espaço para que o adolescente fale sem medo de julgamentos. O acolhimento verdadeiro funciona muito melhor do que dar uma bronca ou uma lição de moral.

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Outro equívoco frequente é achar que a tristeza ou a raiva crônica são apenas birras passageiras da idade. De acordo com a especialista Hakima Castro, reprimir esses sentimentos ruins causa um acúmulo de tensão psíquica perigosa. O jovem precisa aprender que ter sentimentos negativos faz parte da vida e que todos nós passamos por dias ruins.

Como a falta de vocabulário afeta a saúde dos filhos

Saber diferenciar a frustração de uma tristeza profunda é um desafio gigante para quem está na fase da puberdade. Quando faltam palavras para explicar o incômodo, o corpo do adolescente reage com agressividade física ou dores de estômago constantes. O detalhe é que essa confusão mental impede que eles peçam ajuda na hora certa para quem está por perto. Os pais precisam agir como tradutores desses sentimentos confusos antes que a situação piore.

Uma ótima estratégia para romper essa barreira é usar exemplos práticos do próprio dia a dia dos adultos. Construir um ambiente seguro onde todos expressam suas fraquezas facilita a conexão real entre as gerações. Acompanhe abaixo os principais sinais de que seu filho está enfrentando dificuldades emocionais ocultas:

01
Mudanças bruscas no padrão de sono ou insônia frequente durante a semana.
02
Isolamento excessivo dos amigos e recusa em participar de almoços em família.
03
Queda repentina nas notas escolares ou falta de interesse por passatempos antigos.

O papel dos pais para ajudar a entender as emoções

O exemplo prático dos pais dentro de casa vale muito mais do que longos discursos teóricos sobre comportamento. Se os adultos gritam diante dos problemas, os filhos vão repetir esse mesmo padrão destrutivo nas próprias vidas. Por isso, gerenciar o próprio estresse é o primeiro passo para conseguir ajudar os mais novos. A paciência ativa se torna a ferramenta mais poderosa para construir pontes de diálogo firme.

Além disso, criar momentos de conversa sem a presença de celulares ou televisões ligados faz uma diferença enorme. Hakima Castro reforça que os adolescentes necessitam de adultos que saibam ouvir de verdade, com atenção plena e empatia real. Esse investimento de tempo diário fortalece os laços e previne o surgimento de quadros depressivos graves no futuro.

entender as emoções
O exemplo prático dos pais dentro de casa vale muito mais do que longos discursos teóricos sobre comportamento.

Passos práticos para apoiar e entender as emoções

Comece validando o que seu filho diz em vez de minimizar as queixas dele com frases feitas. Faça perguntas abertas que estimulem o jovem a refletir sobre os gatilhos do próprio mal-estar diário. Isso ensina o adolescente a rastrear o que causa a ansiedade e traz mais autocontrole para a rotina.

Caso perceba que o sofrimento está intenso demais, não hesite em buscar o apoio de profissionais especializados. O acompanhamento psicológico correto oferece as ferramentas certas para o jovem enfrentar essa fase de transição com segurança. Proteja a saúde mental da sua família tomando uma atitude consciente hoje mesmo.

Tags: adolescênciacomportamento jovemsaúde mental

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