Um irrigador solar desenvolvido na Embrapa aproveita o calor do sol para distribuir água por gotejamento, sem usar eletricidade. O projeto criado pelo físico Washington Luiz de Barros Melo utiliza garrafas reaproveitadas, mangueiras e válvulas. A montagem exige vedação correta e alguns testes antes de funcionar.
Quem criou o irrigador solar feito com garrafas usadas?
O irrigador solar foi desenvolvido pelo físico Washington Luiz de Barros Melo, pesquisador ligado à área de instrumentação agrícola. A tecnologia foi divulgada pela Embrapa para levar água por gotejamento a plantas sem depender de tomadas, motores elétricos ou abastecimento manual contínuo em cada vaso.
A proposta aproveita garrafas PET e de vidro, além de peças simples de ligação. O sistema pode servir a hortas, jardins e plantios pequenos, conforme a montagem e a disponibilidade de água. Não se trata, porém, de apenas furar uma garrafa e deixá-la sobre o solo.

Como o calor do sol faz a água chegar às plantas?
O funcionamento parte do ar aquecido pelo sol em um dos recipientes. Quando a temperatura aumenta, o ar altera a pressão dentro do conjunto e ajuda a movimentar água pelas mangueiras. As válvulas e a forma de ligação dos reservatórios controlam o caminho do líquido.
Na saída, a água segue para um sistema de gotejamento, que entrega pequenas quantidades perto do solo. A luz solar ajuda a acionar o processo, mas o conjunto também depende do nível de água, da posição dos recipientes e da vedação para continuar funcionando.
Quais materiais entram na montagem do equipamento?
O manual publicado em 2015 descreve recipientes, funil, tubos, mangueiras e válvulas, além de uma base de sustentação. Parte dos materiais pode ser reaproveitada, desde que permita conexões firmes. O sistema precisa de uma garrafa adequada para receber o calor e de um reservatório para alimentar a água.
Na montagem aparecem cano de PVC, tampas, lixa e material de vedação. Também são feitos furos e conexões nas peças. Como há ferramentas, corte de materiais e colagem, a execução pede atenção e o acompanhamento do esquema completo, principalmente nas partes que devem ficar sem entrada de ar.
A seguir listamos cinco conjuntos de materiais mencionados nas instruções da tecnologia:
- Garrafas: recipientes de PET e de vidro desempenham funções diferentes no circuito.
- Mangueiras: ligam os reservatórios e conduzem água e ar conforme o esquema.
- Válvulas: permitem preparar o circuito e controlar a passagem do líquido.
- Peças de união: tampas e trechos de PVC ajudam a fazer acoplamentos vedados.
- Base de apoio: mantém os recipientes posicionados para receber sol e distribuir a água.

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Que etapas precisam de atenção para ele funcionar?
Depois de ligar os recipientes, é necessário encher o sistema com água e seguir a ordem de abertura e fechamento das válvulas. As mangueiras devem estar livres de dobras. Uma vedação incompleta pode impedir que a pressão do ar produza o movimento esperado.
A versão consultada orienta expor a bomba solar à luz e manter o reservatório principal abastecido. Também descreve uma saída em forma de sifão, parecida com um tubo curvado em U. A configuração depende do esquema original, não de medidas improvisadas.
A seguir listamos quatro etapas essenciais para conferir o funcionamento após a montagem:
| Etapa | Peça envolvida | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Vedação | Tampas e acopladores | Evitar entradas de ar indesejadas |
| Abastecimento | Reservatório principal | Não deixar faltar água |
| Exposição solar | Recipiente aquecido | Posicionar fora da sombra |
| Gotejamento | Mangueira e sifão | Evitar dobras e obstruções |
Para quais espaços o irrigador solar pode ser útil?
A tecnologia foi pensada para jardins, hortas e agricultura de pequena escala. O gotejamento ajuda a levar água ao entorno das raízes, mas não elimina a necessidade de acompanhar as plantas e a quantidade fornecida. Sol, reservatório e instalação influenciam o desempenho.
O irrigador solar com garrafas usadas mostra como um projeto de pesquisa pode aproveitar materiais comuns sem depender de eletricidade. A ideia é prática, mas exige montar e testar várias peças. Seguir o manual da Embrapa é a melhor forma de não confundir essa tecnologia com um improviso simples.
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