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A cidade mineira que acendeu a primeira grande hidrelétrica da América do Sul em 1889 e recebeu uma estrada de 144 km que virou marco da pavimentação no Brasil

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
06/09/2026
Em Cidades
Energia elétrica e novas ligações rodoviárias colocaram o município no centro de mudanças importantes para a época

Energia elétrica e novas ligações rodoviárias colocaram o município no centro de mudanças importantes para a época

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A Estrada União e Indústria foi inaugurada em 23 de junho de 1861, ligando Petrópolis a Juiz de Fora por 144 km.↓ Ver no artigo
A via usava pedra britada, saibro e compactação por cilindro, técnicas de macadamização que permitiam diligências a cerca de 20 km/h.↓ Ver no artigo
A Usina de Marmelos começou a operar em 5 de setembro de 1889, com dois geradores de 125 kW e equipamentos da Westinghouse.↓ Ver no artigo

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Resumo da matéria
01
Estrada abriu caminho
A União e Indústria foi inaugurada em 1861, ligando Petrópolis a Juiz de Fora por 144 quilômetros construídos com técnicas avançadas para a época.
144 km
02
Marmelos acendeu a cidade
A usina começou a operar em 1889 e abasteceu iluminação pública, usos particulares e atividades industriais com geração hidrelétrica.
energia pioneira
03
Obras impulsionaram indústria
Estrada, eletricidade e posição regional ajudaram Juiz de Fora a ampliar comércio e manufaturas no fim do Império.
modernização urbana

Em Juiz de Fora, duas obras do século XIX aceleraram a modernização regionalmente: a Estrada União e Indústria, inaugurada em 1861 com 144 km até Petrópolis, e a Usina de Marmelos, aberta em 1889. Uma melhorou o escoamento cafeeiro; a outra levou eletricidade à iluminação pública e às indústrias locais.

Por que a Estrada União e Indústria foi tão importante para Juiz de Fora?

A Estrada União e Indústria foi inaugurada em 23 de junho de 1861 e ligava Petrópolis a Juiz de Fora. Seus 144 quilômetros criaram uma ligação rodoviária mais eficiente entre a Zona da Mata, grande produtora de café, e o caminho para a Corte.

O Ministério dos Transportes registra que a via nasceu de concessão a Mariano Procópio Ferreira Lage. A obra melhorou o escoamento de mercadorias e o transporte de passageiros, ajudando Juiz de Fora a se consolidar como entreposto regional antes que a expansão ferroviária assumisse parte desse papel.

Juiz de Fora conquista brasileiros que buscam viver bem no interior de Minas Gerais // Créditos: Wikimedia Commons

Como era pavimentada essa estrada de 144 quilômetros?

O DER-MG descreve uma estrada construída com pedra britada, saibro e compactação por cilindro, solução associada às técnicas de macadamização que se difundiam no século XIX. O objetivo era criar uma superfície mais firme e drenada do que os caminhos de terra usados anteriormente.

A importância histórica está no padrão técnico e na escala. Diligências podiam percorrer a rota a cerca de 20 km/h, velocidade expressiva para aquele período. Por isso, a União e Indústria permanece como marco da engenharia rodoviária brasileira, lembrada pelo método construtivo e pela dimensão da ligação.

Como Juiz de Fora ganhou a primeira grande hidrelétrica da América do Sul?

O industrial Bernardo Mascarenhas fundou a Companhia Mineira de Eletricidade e aproveitou a Cachoeira dos Marmelos, no rio Paraibuna. A Usina de Marmelos foi inaugurada em 5 de setembro de 1889, poucos meses antes da Proclamação da República, com equipamentos importados da norte-americana Westinghouse.

A instalação começou com dois geradores de 125 kW cada. A energia atendia iluminação pública e particular e também podia movimentar máquinas industriais. A combinação entre eletricidade e atividade fabril ajudou a reforçar a imagem de Juiz de Fora como um dos centros urbanos mais industrializados de Minas naquele período.

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A cidade mineira que acendeu a primeira grande hidrelétrica da América do Sul em 1889 e recebeu a estrada pavimentada mais antiga do Brasil

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A seguir listamos 4 marcos da Usina de Marmelos que mostram por que o empreendimento ganhou importância na história da eletrificação brasileira:

  • 1888: é fundada a Companhia Mineira de Eletricidade, responsável pelo projeto.
  • 1889: Marmelos entra em operação e é inaugurada oficialmente em setembro.
  • 250 kW: a potência inicial vinha de dois geradores de 125 kW.
  • Iluminação pública: a eletricidade passou a atender ruas e outros consumidores da cidade.

Quem quer descobrir as melhores atrações de Juiz de Fora, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal De fora em Juiz de Fora, que conta com mais de 151 mil visualizações, onde Tati Marmão mostra 10 atrações imperdíveis na zona da Mata Mineira:

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O que estrada e hidrelétrica mudaram na economia da cidade?

A estrada melhorou a circulação do café e de pessoas; a eletricidade ofereceu nova infraestrutura para fábricas e serviços. Em conjunto, essas obras ampliaram conectividade e capacidade produtiva. Juiz de Fora deixou de depender apenas dos caminhos tradicionais e passou a integrar tecnologias que estavam mudando transporte e indústria.

A localização entre Minas e Rio de Janeiro também favorecia esse movimento. Com estrada, ferrovias posteriores, energia elétrica e capital ligado ao café, a cidade ganhou condições para diversificar atividades. O apelido histórico de Manchester Mineira surgiu justamente da força que a industrialização alcançou no município.

A seguir listamos 3 efeitos dessas obras que ajudam a entender como transporte e energia se reforçaram durante a modernização de Juiz de Fora:

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DADOS EM FOCO
Dois marcos da modernização de Juiz de Fora
Resumo da Estrada União e Indústria e da Usina de Marmelos
Obra Data Impacto
Estrada União e Indústria 1861 Ligação de 144 km com Petrópolis
Usina de Marmelos 1889 Energia para iluminação e indústria
Expansão urbana Século XIX Comércio e manufaturas ganharam escala

Por que esses dois marcos ainda ajudam a contar a história de Juiz de Fora?

Porque eles mostram duas etapas da transformação urbana no mesmo século. A estrada de 1861 representa a busca por circulação mais rápida de mercadorias; Marmelos, em 1889, representa a entrada da eletricidade em serviços públicos e indústrias. São obras diferentes, mas ligadas ao mesmo processo de modernização.

A trajetória de Juiz de Fora fica mais clara quando esses marcos aparecem juntos: uma estrada de 144 quilômetros aproximou mercados e uma hidrelétrica pioneira acendeu a cidade. No fim do século XIX, transporte e energia ajudaram a consolidar o município como centro econômico e industrial da Zona da Mata.

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Tags: históriaJuiz de ForaMarmelosrodovias

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