Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Em 1926, cientistas soltaram mariposas argentinas contra cactos que cobriam 24 milhões de hectares e passaram a distribuir até 14 milhões de ovos por dia

Paulo Vinicio Custodio da Silva Por Paulo Vinicio Custodio da Silva
07/08/2026
Em Curiosidades
Mariposas usadas para controlar cactos na Austrália

Mariposas usadas para controlar cactos na Austrália

Logo EM Foco
EM FOCO
Resumo da matéria
01
Invasão continental
As figueiras-da-índia ocuparam 24,3 milhões de hectares, bloquearam áreas rurais e resistiram aos métodos de remoção usados antes do controle biológico.
Escala da crise
02
Teste antes da soltura
Os insetos passaram por avaliações rigorosas de criação e alimentação para verificar se as lagartas atacariam plantas diferentes dos cactos escolhidos.
Segurança biológica
03
Ovos em massa
A criação começou com 3 mil ovos importados e chegou ao envio de até 14 milhões por dia para duas regiões australianas.
Pico diário

Em 1926, as mariposas argentinas da espécie Cactoblastis cactorum começaram a ser liberadas na Austrália contra uma invasão de cactos que ocupava 24,3 milhões de hectares. Após testes de segurança, suas lagartas destruíram as plantas e permitiram recuperar áreas agrícolas de Queensland e Nova Gales do Sul.

Como os cactos tomaram 24 milhões de hectares?

As figueiras-da-índia chegaram à Austrália no fim do século 18 e outras variedades foram levadas para jardins, cercas e alimentação do gado em períodos secos. Sem inimigos naturais suficientes, os cactos invasores avançaram pelo interior e formaram manchas densas, difíceis de atravessar ou remover.

Na metade da década de 1920, a infestação cobria cerca de 24 milhões de hectares de áreas agrícolas e pastagens. Métodos como corte, fogo, esmagamento e venenos exigiam muito trabalho, mas não conseguiam acompanhar a expansão das plantas.

Mariposas usadas para controlar cactos na Austrália
Mariposas usadas para controlar cactos na Austrália

Por que as mariposas argentinas foram escolhidas?

A Cactoblastis cactorum é uma mariposa nativa de parte da Argentina cujas lagartas se alimentam de cactos do gênero Opuntia. Essa relação chamou atenção porque o inseto atacava justamente o grupo vegetal que dominava extensas propriedades australianas.

Uma equipe de entomologistas buscou inimigos naturais dos cactos nas Américas e levou diferentes organismos para avaliação. Entre eles, as mariposas argentinas se destacaram pela capacidade de reprodução e pelo dano causado dentro das palmas, onde as lagartas consumiam o tecido macio.

Como os cientistas evitaram atacar outras plantas?

Antes da liberação, os insetos passaram por avaliações rigorosas de criação e alimentação em Chinchilla. O objetivo era observar se as lagartas permaneceriam ligadas aos cactos-alvo ou se poderiam se alimentar de outras plantas cultivadas e nativas presentes no país.

Os testes indicaram que a mariposa poderia ser usada contra as figueiras-da-índia selecionadas. Depois de atravessar a camada externa da palma, as lagartas trabalham em grupo, abrem galerias no interior e deixam a estrutura sem tecido suficiente para continuar viva.

A seguir listamos quatro etapas da preparação que transformaram uma remessa pequena em um programa de controle em grande escala:

LeiaTambém

O dia em que as Cataratas do Niágara quase secaram

Em 1848, as Cataratas do Niágara ficaram praticamente sem água por 30 horas e moradores caminharam pelo leito que antes estava submerso

07/08/2026
Funcionário pode ignorar mensagens do chefe fora do expediente por regra em vigor

Funcionário pode ignorar mensagens do chefe fora do expediente por regra em vigor

26/07/2026
Carro percorre trecho costeiro da Great Ocean Road ao pôr do sol, passando sob um grande portal de madeira com mar e montanhas ao fundo.

Great Ocean Road foi construída por veteranos e se tornou um grande memorial de guerra

24/07/2026
Mulher recusa multa de 370 reais, enfrenta disputa de 4 anos e prefeitura teve que pagar 10.580

Mulher recusa multa de 370 reais, enfrenta disputa de 4 anos e prefeitura teve que pagar 10.580

22/07/2026
  • Importação: 3 mil ovos foram trazidos da Argentina após tentativas anteriores de criação fracassarem.
  • Divisão: metade seguiu para Chinchilla e a outra metade permaneceu em Brisbane.
  • Multiplicação: 527 fêmeas produziram 100.605 ovos na primeira reprodução bem-sucedida.
  • Liberação: os insetos aprovados nos testes começaram a ser soltos no ambiente em 1926.
Mariposas usadas para controlar cactos na Austrália
Mariposas usadas para controlar cactos na Austrália

Como 3 mil ovos viraram milhões por dia?

As primeiras tentativas de criar o inseto falharam, até que 3 mil ovos importados da Argentina foram divididos entre Chinchilla e Brisbane. De 527 fêmeas, nasceram 100.605 ovos, e a segunda geração ultrapassou 2,5 milhões, mostrando um ritmo de multiplicação incomum.

Com a criação estabilizada, os ovos eram enviados para propriedades de Queensland e Nova Gales do Sul e colocados sobre os cactos. As lagartas eclodiam, penetravam nas palmas e aceleravam a destruição das plantas, enquanto a distribuição diária alcançava escala industrial.

A seguir listamos cinco números da operação que mostram como o programa cresceu desde a infestação inicial até a distribuição em massa:

Logo EM Foco
DADOS EM FOCO
A operação em números
Números da infestação, criação e distribuição de Cactoblastis cactorum na Austrália.
Etapa Quantidade Resultado
Infestação inicial 24,3 milhões de hectares Áreas rurais tomadas por cactos
Lote importado 3 mil ovos Divisão entre Chinchilla e Brisbane
Primeira reprodução 100.605 ovos Resultado obtido de 527 fêmeas
Segunda geração Mais de 2,5 milhões Expansão rápida da criação
Pico de distribuição Até 14 milhões por dia Envios para duas regiões australianas

Leia também: Famílias de baixa renda que vivem em reservas e áreas tradicionais podem receber R$ 2.400 por ano sem perder o Bolsa Família

Por que esse caso entrou para a história do controle biológico?

Em poucos anos, grandes campos antes cobertos por cactos apodreceram ou ficaram livres das plantas. Até 1933, estimativas apontavam a limpeza de 80% da área infestada em Queensland e de 50% a 60% em Nova Gales do Sul, devolvendo terras ao uso rural.

O episódio mostrou que o controle biológico pode funcionar quando o agente é estudado, testado e acompanhado no ambiente certo. Também deixou uma lição duradoura: um organismo útil contra uma invasora pode causar problemas em regiões onde seus cactos hospedeiros são nativos.

Tags: AustráliaCactoshistóriamariposas

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.