Um casal fictício pagou R$ 17 mil por portas e janelas sob medida para uma residência também inventada. Após a instalação, apareceram vãos de 8 centímetros junto às paredes. A empresa fictícia usou espuma e culpou a alvenaria. O relato separa medição, fabricação, instalação e todos os possíveis custos.
Como os vãos apareceram no relato fictício?
Na história inventada, o casal contratou a fabricação e a instalação de portas e janelas para vários cômodos. Depois da montagem, percebeu espaços visíveis entre os marcos e as paredes. Alguns chegariam a 8 centímetros. A empresa aplicou espuma expansiva e disse que faria o acabamento depois.
Casal, residência, empresa, contrato, R$ 17 mil, dimensões e conversas são fictícios. Não existe fornecedor acusado. A empresa criada para o relato afirmou que as paredes estavam tortas. O casal respondeu que um funcionário havia visitado a obra e medido todos os vãos antes da fabricação.

Quem deveria provar quais medidas foram usadas?
A análise começaria pelo orçamento, pedido de fabricação, desenho aprovado e mensagens trocadas. Seria importante identificar quem visitou a casa, quais pontos mediu e se registrou largura, altura, nível e esquadro. Uma folha de medição datada ajudaria a comparar a abertura encontrada com a peça entregue.
A página sobre esquadrias explica que o termo inclui portas, janelas, portões e aberturas semelhantes. No caso fictício, cada peça precisaria ser identificada por cômodo. Medidas soltas, sem indicar posição e modelo, poderiam dificultar a ligação entre pedido, fabricação e instalação.
A espuma expansiva corrigiria um vão de 8 centímetros?
A espuma pode fazer parte da vedação em sistemas e folgas previstos pelo fabricante, mas sua presença não demonstra que a medida esteja correta. No relato, seria necessário verificar largura da folga, pontos de fixação e acabamento. Uma fotografia da espuma não informa se a peça ficou segura e estanque.
Também não seria correto concluir que o espaço decorre de fabricação errada. A parede poderia estar fora de prumo, o vão poderia ter mudado depois da visita ou a peça poderia ter sido feita com dimensão diferente. Uma avaliação técnica precisaria comparar parede, pedido e esquadria antes de recomendar o reparo.
A seguir listamos cinco registros do caso fictício que deveriam ser preservados antes de retirar a espuma ou desmontar as peças:
- Fotografias: mostrar a régua no vão e identificar cada cômodo.
- Medição inicial: guardar folha, desenho ou mensagem usada no pedido.
- Pedido: conferir dimensões, modelos, material e acabamento contratados.
- Instalação: registrar datas, equipe e condição das paredes na montagem.
- Avaliação: obter conclusão técnica sobre causa, segurança e correção possível.

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As peças poderiam ser corrigidas sem fabricar tudo novamente?
A resposta dependeria do material, do sistema, da diferença encontrada e das orientações do fabricante. Algumas situações poderiam aceitar ajuste do vão ou novo contramarco; outras exigiriam refazer a peça. O caminho deveria preservar fixação, abertura, vedação e acabamento, sem escolher apenas a alternativa mais barata.
O catálogo da ABNT relaciona a série NBR 10821 para esquadrias e sua parte sobre instalação e manutenção. A norma completa e o sistema específico orientariam a avaliação. O catálogo, sozinho, não comprova que a espuma fictícia estava certa ou errada.
A seguir listamos três hipóteses técnicas que precisariam ser comparadas antes de escolher quem faria e pagaria a correção:
| Hipótese | Prova principal | Correção a avaliar |
|---|---|---|
| Medição incorreta | Folha e conferência do vão | Refazer ou adaptar a peça |
| Fabricação diferente | Pedido e dimensão entregue | Corrigir ou substituir |
| Parede alterada | Fotos e medidas da obra | Regularizar o vão ou adaptar |
Quem pagaria pela retirada e pela nova instalação?
Se a relação fosse de consumo e o serviço defeituoso ficasse comprovado, o Código de Defesa do Consumidor permite discutir reexecução sem custo, devolução do valor ou abatimento proporcional. A escolha e o alcance dependeriam do contrato, da possibilidade de correção e das provas do caso concreto.
Retirada, transporte, nova peça, reinstalação e reparo da parede deveriam aparecer separados em orçamentos. A empresa não seria responsável automaticamente apenas porque aplicou espuma, nem o casal pagaria tudo porque a parede estava torta. Quem mediu, o que mudou e qual solução é necessária definiriam a discussão sobre cada custo.
Sua história pode virar reportagem
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