O Fiat Argo 1.3 permanece em produção no Brasil após ultrapassar 750 mil unidades fabricadas. Lançado em 2017, o hatch completou nove anos de trajetória mantendo versões manuais e automáticas destinadas principalmente ao uso urbano. Nas configurações Drive e Trekking automáticas, o motor Firefly 1.3 trabalha com uma transmissão CVT que simula sete marchas. Segundo a Fiat, essa combinação alcança consumo urbano de até 12,8 km/l, resultado que depende do combustível, da versão e das condições padronizadas de avaliação.
Como o Argo chegou a 750 mil unidades produzidas?
O modelo foi desenvolvido e é fabricado no Polo Automotivo Stellantis de Betim, em Minas Gerais. Ele chegou ao mercado para ocupar o espaço deixado por outros hatches da Fiat e passou por atualizações de acabamento, equipamentos, iluminação e conectividade sem mudar completamente seu projeto original.
Em 2025, foram comercializadas 102.636 unidades, tornando o Argo o segundo veículo mais vendido da Fiat naquele ano. O modelo também permaneceu entre os dez automóveis mais vendidos do Brasil por mais de quatro anos consecutivos.

Quais componentes definem o Argo 1.3 automático?
O propulsor flex de quatro cilindros entrega até 107 cv quando abastecido com etanol.
O câmbio varia continuamente sua relação para controlar rotação, desempenho e consumo.
Sete relações programadas reproduzem o comportamento de trocas convencionais quando acionadas.
A programação mantém o motor em rotações mais elevadas e deixa a resposta do acelerador mais rápida.
As versões 1.3 automáticas passaram a oferecer faróis Full LED na linha 2026.
A central multimídia compatível permite utilizar Android Auto e Apple CarPlay sem cabo.
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Como o câmbio CVT consegue simular sete marchas?
Uma transmissão CVT convencional não possui sete engrenagens fixas como um câmbio automático tradicional. Ela utiliza polias de diâmetro variável conectadas por uma correia metálica para modificar progressivamente a relação entre o motor e as rodas.
- O motorista pressiona o acelerador e solicita força ao conjunto.
- A central interpreta velocidade, carga e posição do pedal.
- As polias modificam seus diâmetros de trabalho.
- A correia transfere o movimento entre entrada e saída.
- O sistema escolhe uma relação adequada para cada situação.
- Em condução leve, a rotação pode permanecer mais baixa.
- Nas acelerações, a transmissão mantém o motor em uma faixa mais favorável.
- O modo manual cria sete pontos eletronicamente programados.
- Esses pontos produzem a sensação de trocas de marcha.
- O modo Sport prioriza respostas mais rápidas ao acelerador.
A simulação procura reduzir a sensação de rotação contínua característica dos câmbios CVT. Mesmo assim, as sete marchas não correspondem a sete pares físicos de engrenagens, mas a relações predeterminadas dentro da variação disponível.
O consumo de até 12,8 km/l não representa um resultado garantido no uso diário. Trânsito, calibragem dos pneus, ar-condicionado, combustível, carga transportada e forma de condução podem alterar significativamente a autonomia.
Quais números definem o Fiat Argo 1.3 CVT?
| Modelo | Fiat Argo |
|---|---|
| Versões automáticas | Drive 1.3 AT e Trekking 1.3 AT |
| Motor | Firefly 1.3 flex de quatro cilindros |
| Potência máxima | 107 cv com etanol |
| Transmissão | Automática do tipo CVT |
| Relações simuladas | Sete |
| Modos de condução | Automático, manual e Sport |
| Consumo urbano divulgado | Até 12,8 km/l, conforme versão e combustível |
| Início da produção | 2017 |
| Local de fabricação | Betim, Minas Gerais |
| Marco de produção | 750 mil unidades em junho de 2026 |
| Unidades vendidas em 2025 | 102.636 veículos |
Por que a Fiat ainda mantém o Argo em produção?
O modelo ocupa uma faixa importante abaixo dos SUVs compactos e oferece carroceria hatch com dimensões adequadas ao trânsito urbano. A produção nacional, a rede de concessionárias e o compartilhamento de componentes com outros veículos da marca também ajudam a sustentar sua permanência comercial.
O Argo conserva uma plataforma lançada em 2017 e não reúne todos os recursos encontrados em projetos mais recentes. A estratégia da Fiat tem sido atualizar equipamentos, conectividade e versões enquanto mantém um conjunto mecânico conhecido, formando uma opção intermediária entre os modelos de entrada e veículos maiores.




