Após sete décadas de expansão, a gigante dos brinquedos Toys “R” Us chegou a 2018 pressionada por uma dívida bilionária e vendas decepcionantes. A saída foi liquidar 735 lojas nos Estados Unidos. A decisão encerrou a antiga operação física norte-americana e atingiu cerca de 30 mil empregos ligados à rede.
Como a Toys “R” Us chegou à falência?
A Toys “R” Us nasceu de um negócio aberto por Charles Lazarus em 1948 e ganhou seu nome conhecido em 1957. A expansão transformou a rede em referência do varejo infantil, mas também criou uma operação grande, cara e dependente de vendas fortes.
Em setembro de 2017, a companhia entrou no Chapter 11, processo americano usado para tentar reorganizar dívidas. A ideia inicial era preservar o negócio, mas o resultado das vendas e a dificuldade para sustentar a operação levaram ao pedido de liquidação poucos meses depois.

Por que a dívida pesou tanto na recuperação?
Antes do pedido de falência, a empresa já carregava US$ 5,2 bilhões em dívidas. Desse total, US$ 3,9 bilhões eram obrigações garantidas. Isso reduzia a margem para investir nas lojas, manter estoques competitivos e atravessar um período de vendas abaixo do necessário.
Mesmo com financiamento disponível durante o Chapter 11, a companhia reconhecia que sua liquidez continuava incerta. O processo precisava pagar a operação diária, despesas profissionais e compromissos do próprio caso de falência, enquanto a rede tentava recuperar vendas e encontrar uma saída financeira sustentável.
O que aconteceu quando a liquidação foi autorizada?
Em março de 2018, o tribunal de falências autorizou a liquidação das lojas americanas. A medida abriu caminho para vender estoques, encerrar contratos e fechar a estrutura física restante, transformando uma tentativa de reorganização em um processo de saída do varejo tradicional nos Estados Unidos.
A escala era enorme: o plano abrangia 735 lojas e colocava aproximadamente 30 mil empregos em risco. Para funcionários, fornecedores e proprietários de imóveis, a falência deixou de ser uma discussão financeira distante e passou a significar fechamento de pontos comerciais espalhados pelo país.
A seguir listamos 4 efeitos da liquidação que ajudam a entender como a decisão mudou a operação:
- Fechamento das lojas: a rede iniciou o encerramento das unidades americanas restantes.
- Venda de estoques: mercadorias passaram a ser liquidadas para gerar caixa durante o processo.
- Empregos afetados: dezenas de milhares de postos ficaram ligados ao fechamento da operação.
- Fim de uma fase: o modelo de grandes lojas nacionais deixou de existir como antes.
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Qual foi o tamanho real da queda?
Os números mostram por que a falência ganhou tanta repercussão. Eram centenas de lojas, milhares de trabalhadores e uma dívida bilionária concentrados em uma única reorganização. A combinação fez da liquidação um dos episódios mais marcantes do varejo americano daquela década.
Um registro arquivado na SEC confirma que a empresa anunciou em 15 de março de 2018 o encerramento ordenado do negócio americano e a liquidação de todas as lojas nos Estados Unidos, mostrando a dimensão nacional da decisão.
A seguir listamos 3 números centrais que resumem a dimensão financeira e operacional da queda:
| Indicador | Número | O que representa |
|---|---|---|
| Lojas na liquidação | 735 | Unidades americanas incluídas no encerramento |
| Empregos afetados | Cerca de 30 mil | Postos ligados à operação nos Estados Unidos |
| Dívida registrada | US$ 5,2 bilhões | Endividamento informado antes da liquidação |
Por que os 70 anos de história chamam tanta atenção?
A conta dos 70 anos parte da origem do negócio em 1948 e chega à liquidação de 2018. O nome Toys “R” Us surgiu depois, em 1957, mas a trajetória empresarial começou antes. Por isso, o fechamento das antigas lojas americanas encerrou um ciclo construído ao longo de gerações.
O caso mostra como uma marca enorme pode perder espaço quando dívida, custos e mudanças no varejo se acumulam ao mesmo tempo. A Toys “R” Us sobreviveu como marca em outras formas, mas a liquidação de 2018 marcou o fim daquela grande rede nacional de lojas físicas.




