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Início Economia

Falência derruba gigante dos brinquedos com 735 lojas, 30 mil funcionários e 70 anos de história

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
09/08/2026
Em Economia
A crise colocou fim a uma marca que fez parte da infância de várias gerações

A crise colocou fim a uma marca que fez parte da infância de várias gerações

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EM FOCO
Resumo da matéria
01
Dívida bilionária
A rede chegou ao processo de falência com US$ 5,2 bilhões em dívidas, peso que limitava o espaço para reorganizar a operação.
Pressão financeira
02
Centenas de lojas
A liquidação alcançou 735 lojas nos Estados Unidos e colocou dezenas de milhares de empregos diante do encerramento da operação física.
Escala nacional
03
Sete décadas
A origem da empresa remonta a 1948. Em 2018, a liquidação encerrou o ciclo das antigas lojas americanas que marcou gerações.
70 anos

Após sete décadas de expansão, a gigante dos brinquedos Toys “R” Us chegou a 2018 pressionada por uma dívida bilionária e vendas decepcionantes. A saída foi liquidar 735 lojas nos Estados Unidos. A decisão encerrou a antiga operação física norte-americana e atingiu cerca de 30 mil empregos ligados à rede.

Como a Toys “R” Us chegou à falência?

A Toys “R” Us nasceu de um negócio aberto por Charles Lazarus em 1948 e ganhou seu nome conhecido em 1957. A expansão transformou a rede em referência do varejo infantil, mas também criou uma operação grande, cara e dependente de vendas fortes.

Em setembro de 2017, a companhia entrou no Chapter 11, processo americano usado para tentar reorganizar dívidas. A ideia inicial era preservar o negócio, mas o resultado das vendas e a dificuldade para sustentar a operação levaram ao pedido de liquidação poucos meses depois.

O fechamento das lojas marcou uma das maiores quedas do setor de brinquedos

Por que a dívida pesou tanto na recuperação?

Antes do pedido de falência, a empresa já carregava US$ 5,2 bilhões em dívidas. Desse total, US$ 3,9 bilhões eram obrigações garantidas. Isso reduzia a margem para investir nas lojas, manter estoques competitivos e atravessar um período de vendas abaixo do necessário.

Mesmo com financiamento disponível durante o Chapter 11, a companhia reconhecia que sua liquidez continuava incerta. O processo precisava pagar a operação diária, despesas profissionais e compromissos do próprio caso de falência, enquanto a rede tentava recuperar vendas e encontrar uma saída financeira sustentável.

O que aconteceu quando a liquidação foi autorizada?

Em março de 2018, o tribunal de falências autorizou a liquidação das lojas americanas. A medida abriu caminho para vender estoques, encerrar contratos e fechar a estrutura física restante, transformando uma tentativa de reorganização em um processo de saída do varejo tradicional nos Estados Unidos.

A escala era enorme: o plano abrangia 735 lojas e colocava aproximadamente 30 mil empregos em risco. Para funcionários, fornecedores e proprietários de imóveis, a falência deixou de ser uma discussão financeira distante e passou a significar fechamento de pontos comerciais espalhados pelo país.

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A seguir listamos 4 efeitos da liquidação que ajudam a entender como a decisão mudou a operação:

  • Fechamento das lojas: a rede iniciou o encerramento das unidades americanas restantes.
  • Venda de estoques: mercadorias passaram a ser liquidadas para gerar caixa durante o processo.
  • Empregos afetados: dezenas de milhares de postos ficaram ligados ao fechamento da operação.
  • Fim de uma fase: o modelo de grandes lojas nacionais deixou de existir como antes.

Leia também: Segunda maior rede de eletrônicos vai à falência, fecha 567 lojas e elimina 30 mil empregos

Qual foi o tamanho real da queda?

Os números mostram por que a falência ganhou tanta repercussão. Eram centenas de lojas, milhares de trabalhadores e uma dívida bilionária concentrados em uma única reorganização. A combinação fez da liquidação um dos episódios mais marcantes do varejo americano daquela década.

Um registro arquivado na SEC confirma que a empresa anunciou em 15 de março de 2018 o encerramento ordenado do negócio americano e a liquidação de todas as lojas nos Estados Unidos, mostrando a dimensão nacional da decisão.

A seguir listamos 3 números centrais que resumem a dimensão financeira e operacional da queda:

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DADOS EM FOCO
O tamanho da queda
Números que mostram a escala da liquidação da Toys R Us nos Estados Unidos.
Indicador Número O que representa
Lojas na liquidação 735 Unidades americanas incluídas no encerramento
Empregos afetados Cerca de 30 mil Postos ligados à operação nos Estados Unidos
Dívida registrada US$ 5,2 bilhões Endividamento informado antes da liquidação

Por que os 70 anos de história chamam tanta atenção?

A conta dos 70 anos parte da origem do negócio em 1948 e chega à liquidação de 2018. O nome Toys “R” Us surgiu depois, em 1957, mas a trajetória empresarial começou antes. Por isso, o fechamento das antigas lojas americanas encerrou um ciclo construído ao longo de gerações.

O caso mostra como uma marca enorme pode perder espaço quando dívida, custos e mudanças no varejo se acumulam ao mesmo tempo. A Toys “R” Us sobreviveu como marca em outras formas, mas a liquidação de 2018 marcou o fim daquela grande rede nacional de lojas físicas.

Tags: brinquedosfalênciaToys R Usvarejo

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