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“Ninguém sai daqui com vida”: analista de RH é feita refém por colega com canivete por causa de salários atrasados, e Celesc é condenada

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
07/08/2026
Em Economia
O atraso salarial criou uma crise que terminou em ameaça dentro do escritório

O atraso salarial criou uma crise que terminou em ameaça dentro do escritório

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.

Salários atrasados transformaram o setor de RH de uma terceirizada da Celesc em um ponto de cobrança e ameaça. Em 2016, uma analista foi mantida sob controle por um colega com canivete. O TST reconheceu a responsabilidade subsidiária da estatal pela indenização.

Como começou a crise dentro da terceirizada?

A analista trabalhava para a Coservice Serviços, empresa contratada para atuar na manutenção da rede elétrica da Celesc. Os atrasos salariais começaram em junho de 2016.

A decisão sobre a analista ameaçada por causa dos salários atrasados relata que a situação piorou após a venda da terceirizada e o corte de serviços básicos em sua sede.

A trabalhadora ficou no centro da revolta causada pela falta de pagamento

O que aconteceu no dia da ameaça?

Em 30 de novembro de 2016, um empregado alterado entrou no setor com um canivete. Ele exigia o pagamento dos salários que estavam atrasados.

A analista e outra trabalhadora ficaram sob seu controle enquanto as ameaças continuavam. A sequência foi relatada desta forma:

1
Entrada com canivete O trabalhador chegou alterado e portando o objeto.
2
Cobrança dos salários Ele exigia receber os valores que a terceirizada não havia pago.
3
Ameaças de morte A frase sobre ninguém sair com vida foi repetida durante a ação.
4
Polícia após 40 minutos O atendimento policial só chegou depois de um longo período de tensão.

O risco terminou depois da chegada da polícia?

O medo continuou no dia seguinte. Outro empregado apareceu para cobrar os salários, e as trabalhadoras precisaram se esconder em outro setor.

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A empresa havia abandonado as atividades e deixado cerca de 200 empregados sem perspectiva de pagamento. Como trabalhava no RH, a analista era vista como representante da empregadora.

O processo destacou estas falhas:

  • Salários atrasados: a crise financeira atingia grande parte da equipe.
  • Serviços cortados: água, energia, internet e sistema de RH foram interrompidos.
  • Falta de proteção: nenhuma medida eficaz evitou novas invasões.
  • Abandono da equipe: os diretores não apareceram durante a ameaça.

Leia também: Caminhoneiro passa 21 horas por dia na estrada e Justiça manda empresa pagar R$ 5 mil

Por que a Celesc entrou na condenação?

A Celesc era a empresa que recebia os serviços da terceirizada. O TST considerou que a indenização estava ligada à saúde e à segurança da trabalhadora.

A estatal não ficou responsável por todas as dívidas do contrato. A condenação foi limitada:

R$ 12 mil
Indenização por dano moral A Celesc responderá de forma subsidiária pelo pagamento dessa parcela.
Excluídas
Demais parcelas trabalhistas A responsabilidade da estatal não alcançou salários e verbas rescisórias.
Subsidiária
Forma de cobrança A estatal responde quando a empregadora direta não paga a indenização.

O que significa responsabilidade subsidiária?

Responsabilidade subsidiária significa que outra empresa pode ser chamada a pagar quando a empregadora direta não cumpre a condenação. Ela não transforma automaticamente a terceirizada em empregada da tomadora.

O Código Civil sobre reparação de danos ajuda a sustentar a proteção contra prejuízos causados à integridade da pessoa. O salário ficou atrasado na folha; o risco chegou primeiro ao RH.

Tags: ameaçaCelescsalários atrasadosterceirização

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