Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Notícias

Aos 36 anos, Camila, assistente, atendeu 3 ligações seguidas de um número parecido com o do banco, ouviu que devia mover o saldo para uma conta segura, transferiu tudo em 2 operações, e só ao ligar pelo aplicativo soube, com o Banco Central e a LGPD, que essa conta não existe

João Victor Por João Victor
04/08/2026
Em Notícias
Mulher sentada à mesa da cozinha fala ao telefone enquanto consulta outro celular, com caderno de anotações e prato de comida à sua frente.

Durante o intervalo para o almoço, a assistente consulta o aplicativo enquanto conversa ao telefone sobre movimentações bancárias suspeitas. Imagen generada por IA.

EM RESUMO
✓Bancos nunca pedem transferência de saldo para “contas de segurança” ou teste.
✓Desligue imediatamente ao receber ligações suspeitas e contate o banco por aplicativo próprio.
✓Dados vazados (LGPD) são usados por golpistas para dar verossimilhança ao contato telefônico.
✓Solicite a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) pelo app do seu banco sem demora.
✓Registre Boletim de Ocorrência com histórico de ligações, horários e dados das transferências.

Eram 13h de uma quarta-feira quando o celular de Camila, 36 anos, vibrou pela segunda vez naquela tarde. Assistente administrativa, ela trabalha num escritório pequeno, faz o próprio almoço em casa e costuma resolver assuntos de banco durante o intervalo, sentada à mesa da cozinha com o aplicativo aberto numa aba e o extrato na outra. Foi nesse intervalo, com o prato ainda pela metade, que atendeu a primeira das 3 ligações que mudariam o resto do dia.

A voz do outro lado disse o nome completo dela, os últimos 4 dígitos do cartão e o valor exato da última compra. Para Camila, aquilo bastou como prova de que falava com o banco de verdade. O atendente explicou que o sistema tinha identificado uma tentativa de fraude na conta e que, para proteger o saldo enquanto a equipe de segurança investigava, ela precisaria transferir o dinheiro para uma conta segura, aberta em nome dela mesma, até a apuração terminar. Fazia sentido: ninguém pedia senha, ninguém pedia o cartão físico, só uma transferência para se proteger. Ela seguiu o passo a passo.

A ligação caiu, e 2 minutos depois o telefone tocou de novo. Dessa vez era para confirmar se a primeira transferência tinha sido concluída e orientar a segunda parte do valor, que ainda estava numa conta de aplicação. Uma terceira ligação veio para dizer que faltava só a confirmação enviada por mensagem. Em menos de 20 minutos, Camila fez 2 operações e moveu praticamente tudo que tinha disponível. Desligou o telefone com a sensação estranha de quem resolveu um problema sério rápido demais.

Passou o resto da tarde inquieta. À noite, quis conferir se o valor “protegido” já tinha voltado, como o atendente prometera assim que a análise terminasse. Abriu o aplicativo oficial do banco, entrou no canal de atendimento pelo próprio app e perguntou sobre a tal conta segura. A resposta foi seca: aquela conta não existia no sistema, e a instituição nunca solicita transferência para proteger saldo. Foi nesse momento, já tarde da noite, que Camila entendeu que as 3 ligações tinham vindo de golpistas que sabiam dados dela e usaram um número parecido com o real para parecer legítimo.

Fiquei tão preocupada em fazer certo, em seguir as instruções para me proteger, que não parei para desconfiar de quem estava do outro lado da linha.

Por que golpistas pedem transferência para uma “conta segura”?

Golpistas usam falsas ligações bancárias, dados pessoais e instruções de segurança para convencer a vítima a movimentar dinheiro.

A expressão funciona porque soa protetiva, não ameaçadora. Ninguém pede senha nem cartão, só que a vítima movimente o próprio dinheiro para “escapar” de uma fraude que, na verdade, não existe. Nenhuma instituição financeira solicita esse tipo de transferência para proteger saldo: bloqueios e investigações de segurança acontecem dentro do próprio sistema do banco, sem exigir que o cliente movimente valores por telefone, como descreve o material do Banco Central sobre segurança no Pix. Reconhecer esse padrão, ainda mais quando a ligação chega com pressa e prazo curto para agir, é o primeiro sinal de alerta, tema também abordado em outra reportagem sobre o bloqueio automático de contas suspeitas no Pix.

Como confirmar se quem liga é realmente o banco?

O caminho mais seguro é desconfiar do número que aparece na tela, mesmo que pareça familiar, e nunca continuar a operação durante a própria ligação. O ideal é encerrar a chamada e abrir o aplicativo oficial de forma independente, ou discar o número impresso no cartão ou no site institucional, nunca um número passado por quem ligou. Bancos têm canais de segurança dentro do próprio aplicativo justamente para que o cliente confirme, por conta própria, se existe alguma pendência real.

O que fazer nas primeiras horas depois de perceber o golpe?

Mulher reúne mensagens, registros e documentos enquanto comunica uma possível fraude e organiza as provas do ocorrido.

Assim que a suspeita se confirma, o passo imediato é contatar o banco pelo aplicativo ou pelo número oficial, relatar o ocorrido e pedir orientação sobre bloqueio e possível devolução, como explica o canal de orientação a vítimas de golpe via Pix. Também vale registrar boletim de ocorrência, reunir prints das ligações e das mensagens recebidas e anotar horários, um cuidado semelhante ao descrito em outra reportagem sobre golpes que usam pressão para conseguir transferências. Quanto mais cedo o banco for informado, maiores as chances de alguma medida ser tomada a tempo, embora o resultado dependa de cada caso.

LeiaTambém

Mulher idosa sentada no sofá segura o celular com uma conversa aberta, enquanto observa a tela com expressão preocupada, em uma sala de casa com televisão ligada e uma xícara sobre a mesa.

Aos 61 anos, Neusa, aposentada, recebeu no celular 2 mensagens de um número novo dizendo ser da filha, fez 1 Pix de pijama e só quando ligou para o número salvo entendeu, com o Banco Central e o Consumidor.gov.br, por que confirmar por outro canal muda tudo antes de transferir

04/08/2026
Homem preocupado segura dois celulares em um quarto escuro durante a madrugada, diante de ícones digitais de segurança, perfil e alerta, com caderno e cartões sobre a mesa.

Aos 34 anos, Rafael, autônomo, viu o WhatsApp travar no celular de madrugada, descobriu o número clonado quando 2 contatos avisaram sobre um Pix que não fez, levou 12 horas para recuperar o acesso e só depois entendeu o que cabia à Anatel e ao Banco Central.

04/08/2026
Adeus tarifa do banco: cliente pode cancelar o pacote e continuar usando conta, cartão e saques de graça

Adeus tarifa do banco: cliente pode cancelar o pacote e continuar usando conta, cartão e saques de graça

02/08/2026
Mulher atrás do balcão de uma pequena mercearia segura um papel e mexe no caixa, enquanto um menino em pé à frente também segura papéis.

Ao anotar num papel a senha do banco para o filho pagar 1 conta antes de uma viagem de 5 dias, Sônia, comerciante de 58 anos, viu ao voltar 4 transferências que não reconhecia, e só então entendeu, com o Banco Central e o Código Civil, por que o banco tratou o caso diferente

01/08/2026

Existe garantia de recuperar o valor transferido?

Não. O sistema bancário conta com o Mecanismo Especial de Devolução, pensado para casos de fundada suspeita de fraude ou falha operacional, que pode intermediar a devolução em determinadas situações. Mas acionar esse canal não garante que o dinheiro volte, porque depende da análise de cada caso e da rastreabilidade dos valores movimentados. Por isso a orientação oficial é agir rápido, documentar tudo e formalizar a reclamação, sem prometer a si mesmo um desfecho automático.

Diagnóstico de Fraude por Falso Central e Contestação
Selecione as características do atendimento telefônico recebido para definir o plano de resposta urgente:
Diagnóstico: Fraude Confirmada (Falsa Central) Urgência Máxima
Analisando cenário de emergência…
Fundamentação Legal e Regulatória: Resolução BCB nº 103/2021 (MED Pix), Lei nº 13.709/2018 (LGPD) e Súmula 479 do STJ.

Uma história como esta, embora hipotética, mostra o que fazer quando uma ligação promete proteger o dinheiro justamente pedindo para movimentá-lo: desconfiar, encerrar a chamada e confirmar tudo por canais próprios, sabendo que cada caso concreto depende de análise específica da instituição e, se necessário, de orientação especializada.

Tags: Banco Centralconta segurafraude por telefonegolpe do pixgolpes financeirossegurança bancária

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.