Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Conheça a latrina de 1900 anos que ajuda a explicar como o concreto romano se tornou mais resistente com o passar do tempo

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
20/07/2026
Em Curiosidades
Conheça a latrina de 1900 anos que ajuda a explicar como o concreto romano se tornou mais resistente com o passar do tempo

Uma estrutura comum preservou um segredo químico da engenharia antiga

Uma antiga latrina na Villa Adriana, na Itália, guardou dentro das paredes uma mudança que levou séculos. O estudo do concreto romano mostrou redes de carbonato de cálcio preenchendo poros e fissuras finas. Esse processo, chamado carbonatação, ajudou a tornar a estrutura mais densa e a limitar a entrada de água com o passar do tempo.

Onde fica a latrina usada no estudo?

A latrina fica na Villa Adriana, complexo construído pelo imperador Adriano perto de Tivoli, na Itália. A página oficial do Istituto Villa Adriana e Villa d’Este informa que a área foi erguida entre 118 e 138 d.C.

O local reunia residências, termas, jardins e passagens de serviço. A amostra estudada veio de uma estrutura do século 2, o que permitiu observar uma reação química acumulada por quase 2 milênios.

Conheça a latrina de 1900 anos que ajuda a explicar como o concreto romano se tornou mais resistente com o passar do tempo
Uma estrutura comum preservou um segredo químico da engenharia antiga

O que aconteceu dentro do concreto ao longo do tempo?

O concreto ficou mais fechado porque cristais de calcita cresceram dentro de seus espaços vazios. A calcita é uma forma mineral do carbonato de cálcio, substância também encontrada no calcário.

LeiaTambém

Tesouro de 2 mil anos com cerca de 22 mil joias de ouro foi escondido novamente após o Talibã retomar o Afeganistão

Tesouro de 2 mil anos com cerca de 22 mil joias de ouro foi escondido novamente após o Talibã retomar o Afeganistão

19/07/2026
Homem saiu com um detector de metais para procurar um martelo perdido e encontrou mais de 15 mil moedas, joias e objetos romanos

Homem saiu com um detector de metais para procurar um martelo perdido e encontrou mais de 15 mil moedas, joias e objetos romanos

19/07/2026
Arqueólogos encontram em Pompeia um fast-food romano preservado há quase 2 mil anos, com balcão, pinturas e restos das refeições servidas

Arqueólogos encontram em Pompeia um fast-food romano preservado há quase 2 mil anos, com balcão, pinturas e restos das refeições servidas

19/07/2026
Arqueólogos encontraram 48 fossos alinhados com o Sol e acreditam ter descoberto um protótipo de Stonehenge

Arqueólogos encontraram 48 fossos alinhados com o Sol e acreditam ter descoberto um protótipo de Stonehenge

18/07/2026

A análise divulgada pela UC Berkeley descreve uma rede mineral que ligou partes da matriz, melhorou a passagem das cargas e reduziu caminhos para a água. O processo pode ser resumido em 4 etapas:

1
O gás entra pelos poros O dióxido de carbono do ar alcança partes internas do material.
2
O cálcio reage Compostos de cálcio presentes na argamassa participam da reação lenta.
3
A calcita cresce Cristais de carbonato de cálcio se formam entre os grãos antigos.
4
Os vazios diminuem A calcita ocupa poros e fissuras finas, deixando a matriz mais fechada.

Como os cientistas enxergaram uma mudança tão pequena?

Os pesquisadores combinaram imagens em 3D e análises químicas para observar o interior da amostra sem depender apenas da superfície. Eles mapearam onde os minerais estavam e como os cristais se conectavam.

As principais ferramentas tiveram funções diferentes:

  • Tomografia: mostrou poros, fissuras e partes mais densas em várias escalas.
  • Microscopia: revelou a forma dos cristais e a ligação entre os grãos.
  • Espectroscopia: identificou os compostos químicos presentes no material.
  • Mapeamento mineral: indicou onde a calcita se acumulou ao longo do tempo.

Leia também: Fóssil com filhotes de 125 milhões de anos revela cuidado raro na época dos dinossauros

O concreto romano ficou mais forte ou apenas envelheceu bem?

O estudo mostra maior densidade e melhor ligação interna, mas não transforma toda ruína romana em um material que melhora para sempre. A durabilidade depende da receita, do local, da umidade, das cargas e dos danos sofridos.

A carbonatação também não substitui a reação pozolânica, que ocorre quando cinza vulcânica, água e cal formam ligantes. Os dois processos ajudam a explicar o resultado:

Confirmado
Reação pozolânica Cinza vulcânica, água e cal formaram ligantes fortes desde a construção.
Confirmado
Carbonatação lenta A reação com o dióxido de carbono continuou mudando o material por séculos.
Confirmado
Matriz mais densa Redes de carbonato de cálcio ligaram partes do concreto e fecharam pequenos vazios.
Depende
Uso no concreto atual A ideia pode inspirar novos materiais, mas precisa considerar aço, normas e ambiente.

Essa descoberta pode melhorar o concreto moderno?

A descoberta pode orientar concretos mais duráveis e com menos clínquer, a parte do cimento que exige muito calor para ser produzida. A ideia é controlar o crescimento de carbonato de cálcio para fechar pequenas falhas antes que elas aumentem.

Há uma diferença importante: muitas obras atuais usam barras de aço. Em certos concretos, a carbonatação reduz a proteção química do metal e pode favorecer ferrugem. Por isso, qualquer aplicação moderna precisa ser testada com a composição, a armadura e o ambiente reais.

Tags: arqueologiaconcreto romanoengenharia civilRoma Antiga

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.