O regime de locações residenciais na Argentina, um país da América do Sul, vive uma transição intensa em 2026. Para os inquilinos na argentina, o atual cenário exige atenção redobrada, visto que a maioria dos contratos agora é regida pela livre negociação entre as partes.
O que mudou com a revogação da antiga lei?
A Lei nº 27.551, de 2020, oferecia proteções rígidas, como o prazo mínimo de 3 anos e reajustes anuais fixos. Com o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) 70/2023, assinado pelo governo de Javier Milei, essa segurança padronizada foi substituída por acordos contratuais flexíveis para novos contratos.
Essa mudança impacta diretamente a previsibilidade financeira das famílias. Agora, cláusulas como índice de reajuste, moeda de pagamento e periodicidade dos aumentos não seguem mais uma regra única, tornando a leitura atenta de cada documento algo fundamental para evitar surpresas no orçamento doméstico.

Quais são as principais liberdades contratuais atuais?
O portal oficial argentina.gob.ar detalha que as partes possuem ampla liberdade para definir os termos. Confira as flexibilidades que regem os contratos celebrados sob o novo regime:
- Moeda: Pagamentos podem ser fixados em pesos, dólares ou outras divisas.
- Reajuste: Índices como IPC ou ICL são válidos conforme o acordo.
- Periodicidade: Aumentos podem ser mensais, trimestrais ou semestrais.
- Prazo: Flexibilidade maior na definição da duração locatícia.
Como comparar as diferentes modalidades de reajuste?
A combinação entre a frequência de atualização e o índice escolhido altera drasticamente o custo do aluguel. Para auxiliar na visualização dessas variações, observe a tabela abaixo com estimativas baseadas no cenário econômico de 2026:

Quais direitos ainda são preservados para o inquilino?
Mesmo com a liberalização, o Código Civil e Comercial da Nação continua protegendo aspectos cruciais. O locador permanece obrigado a manter o imóvel em condições habitáveis, garantindo o uso pleno do bem durante toda a vigência do contrato assinado entre as partes.
Além disso, despejos por falta de pagamento exigem obrigatoriamente uma intimação formal com prazo mínimo de 10 dias para regularização. O inquilino também não deve arcar com despesas extraordinárias que não estejam claramente descritas como habituais no contrato, protegendo seu patrimônio de cobranças indevidas.
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Como se proteger ao assinar um novo contrato em 2026?
A melhor estratégia para o inquilino é a análise minuciosa das cláusulas antes da assinatura. Como o mercado convergiu para prazos de 24 meses e reajustes baseados no IPC, é essencial calcular o impacto acumulado dessas atualizações frequentes sobre a renda mensal disponível para habitação.
Nunca aceite termos verbais que não estejam documentados no contrato de locação. Ao manter uma postura preventiva e verificar cada detalhe das condições pactuadas, o morador consegue navegar com mais segurança pelas novas regras do mercado imobiliário argentino, garantindo um ambiente mais estável para sua residência.




