A recente decisão da 2ª Vara de Fazenda Pública confirmou a validade da medida que institui a proibição de dinheiro em espécie para pagamento de tarifas nos ônibus municipais do Rio de Janeiro. Com isso, os usuários do sistema precisam migrar para os modelos digitais de bilhetagem até o novo prazo estabelecido.
Como a Justiça analisou o pedido contra a proibição?
A magistrada Georgia Vasconcellos indeferiu o pedido liminar movido pelo Procon-RJ, órgão responsável pela proteção do consumidor. Na avaliação do tribunal, a transição para sistemas eletrônicos não compromete a qualidade do serviço público, mas atua como um reforço necessário para a segurança física de passageiros e motoristas no cotidiano.
Embora houvesse questionamentos baseados no Código de Defesa do Consumidor, que exige serviços eficientes, o Judiciário entendeu que o município possui competência para modernizar a gestão do transporte. A decisão reforça que a mudança é um passo administrativo voltado à eficiência logística e operacional do setor.

Qual o prazo final para os passageiros se adaptarem?
Após a decisão do desembargador José Roberto Portugal Compasso, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), houve uma prorrogação importante. O prefeito Eduardo Cavaliere anunciou que o novo prazo limite para a implementação total é o dia 28 de junho de 2026.
Essa janela adicional serve para garantir que a transição ocorra de forma segura para toda a população. Veja na tabela abaixo o resumo das mudanças principais para o usuário do transporte público municipal:

Os usuários ainda podem utilizar o dinheiro em espécie para realizar recargas em pontos de venda e máquinas de autoatendimento. A prefeitura reafirmou que o processo visa facilitar o embarque e reduzir circulação de valores dentro dos veículos da frota municipal.
Quais cartões serão aceitos nos ônibus municipais?
A partir do encerramento do prazo, o sistema de bilhetagem será composto exclusivamente por cartões eletrônicos. O foco central está no uso do cartão Jaé, operado pela Bilhete Digital S.A., que será a principal ferramenta para os passageiros que circulam pelas linhas municipais da capital fluminense.
Para quem utiliza o sistema intermunicipal, o Bilhete Único Intermunicipal (BUI), operado pelo Riocard, continuará funcionando regularmente. Essa interoperabilidade é fundamental para evitar transtornos aos cidadãos que dependem de diferentes modais de transporte durante suas jornadas diárias entre municípios vizinhos.
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O que o Ministério Público está investigando?
Apesar da decisão judicial favorável à prefeitura, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) mantém um inquérito civil ativo. O órgão busca verificar se a imposição do sistema Jaé configura prática abusiva ou restrição indevida ao acesso dos consumidores aos serviços públicos de transporte.
A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela do Consumidor segue analisando se os direitos dos usuários estão sendo preservados durante essa transição tecnológica. O objetivo do procedimento é assegurar que o passageiro não seja prejudicado pela falta de pontos de recarga ou pela complexidade na obtenção dos novos cartões eletrônicos obrigatórios.
Como ficam os testes realizados pela prefeitura?
Durante este período de transição até 28 de junho de 2026, a prefeitura continua operando testes práticos em diversas linhas da frota municipal. O acompanhamento contínuo serve para ajustar eventuais falhas nos validadores dos ônibus e na comunicação entre os diferentes sistemas de bilhetagem digital disponíveis.
A orientação oficial aos passageiros é que busquem adquirir o cartão eletrônico o quanto antes para evitar aglomerações nas bilheterias próximas à data-limite. O sucesso da nova política de transporte depende da adesão rápida dos usuários aos métodos de pagamento que substituirão o antigo recolhimento manual de tarifas em dinheiro.



