Fundada em 1843 por ordem de Dom Pedro II, Petrópolis nasceu como refúgio de verão da corte imperial. A cidade serrana fluminense fica a 375 km de Belo Horizonte, guarda o maior acervo do Segundo Reinado e ostenta o título de Capital Estadual da Cerveja, fazendo dela um dos passeios mais completos para quem sobe de Minas Gerais em busca de história, clima ameno e arquitetura europeia.
Como uma cidade imperial nasceu no meio da serra fluminense
Dom Pedro II herdou as terras da antiga Fazenda do Córrego Seco e decidiu erguer ali seu palácio de verão. O traçado urbano foi assinado pelo engenheiro alemão Julius Friedrich Koeler, que importou o desenho de cidade europeia para o meio da Mata Atlântica, com canais a céu aberto e ruas simétricas.
Junto com o projeto vieram os primeiros colonos germânicos, em 1845. Foram eles que deram à cidade o sotaque arquitetônico, gastronômico e cervejeiro que ela carrega até hoje. O Museu Imperial ocupa o antigo palácio de verão e guarda peças como a coroa de Dom Pedro II e a pena de ouro usada pela Princesa Isabel para assinar a Lei Áurea.

O que visitar na cidade imperial da serra fluminense?
Petrópolis concentra museus, palácios e cervejarias em raio de poucos quilômetros do centro histórico. As atrações se distribuem entre o casco antigo e os distritos serranos.
- Museu Imperial: palácio de verão de Dom Pedro II com pisos de mármore de Carrara. Visitantes calçam pantufas para preservar o piso original, conforme o IBRAM.
- Palácio Quitandinha: ex-cassino inaugurado em 1944, hoje administrado pelo Sesc RJ. Tem cúpula de 30 metros de altura e lago artificial em formato de Brasil.
- Cervejaria Bohemia: primeira cervejaria do país, fundada em 1853, com tour interativo e degustação. Saiba mais no site oficial.
- Catedral de São Pedro de Alcântara: abriga o mausoléu da família imperial em estilo neogótico.
- Casa de Santos Dumont: a peculiar Encantada, projetada pelo pai da aviação como um chalé alpino.
- Parque Nacional da Serra dos Órgãos: 20 mil hectares de Mata Atlântica, com a travessia Petrópolis-Teresópolis de 42 km, segundo a Secretaria de Turismo.

Gastronomia entre o joelho de porco e a cerveja artesanal
A herança alemã se sente no prato. A cidade reúne mais de 20 cervejarias e ganhou o título de Capital Estadual da Cerveja em 2017, sancionado pelo governo do estado.
- Eisbein: joelho de porco assado com pele crocante, servido com chucrute e mostarda alemã. Prato símbolo da Bauernfest.
- Bratwurst: salsicha alemã grelhada, presente em quase todos os restaurantes do centro histórico.
- Strudel de maçã: massa folhada recheada de maçã, canela e passas. Sobremesa clássica das confeitarias locais.
- Chopp artesanal: produzido por marcas como Bohemia, Odin e Sampler, todas com bares próprios na cidade.
- Truta com amêndoas: aproveita a piscicultura serrana, comum nos restaurantes da estrada Bernardo Coutinho.
Quem deseja fazer um roteiro histórico de 2 dias pela Cidade Imperial, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 86 mil visualizações, onde o apresentador mostra os principais pontos turísticos, preços e restaurantes em Petrópolis, Rio de Janeiro:
Quando subir a serra para curtir o clima petropolitano?
A altitude garante temperaturas mais baixas o ano inteiro. O inverno é a alta temporada, com céu seco e festivais gastronômicos.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
A maior festa alemã da serra acontece entre junho e julho
A Bauernfest celebra a chegada dos colonos germânicos em 1845 e é considerada a segunda maior festa alemã do Brasil, segundo a Prefeitura de Petrópolis. São 17 dias de programação gratuita no Palácio de Cristal, com danças folclóricas, gastronomia típica e chopp artesanal.
O nome homenageia o historiador Gustavo Ernesto Bauer, fundador do Museu Casa do Colono. Bauer significa agricultor em alemão, referência aos primeiros imigrantes que ergueram a cidade. A edição de 2026 acontece entre 19 de junho e 5 de julho.
Como chegar a Petrópolis saindo de Belo Horizonte?
A viagem de carro entre BH e Petrópolis cobre cerca de 375 km e leva em média 4h50, pela BR-040 sentido Rio de Janeiro. O acesso à cidade serrana é feito pela serra de Petrópolis, com vista do vale do Quitandinha ao chegar.
Para quem prefere ônibus, há linhas diárias com baldeação no Rio. De avião, o voo até o Galeão dura cerca de 1h30 e o trecho final, por estrada, soma mais 68 km até o centro histórico.
Conheça a cidade que já foi capital do Brasil
A serra fluminense reúne história imperial, arquitetura germânica e uma cena cervejeira que poucos lugares do país oferecem. É um destino que conversa com quem busca clima ameno, gastronomia farta e roteiro cultural denso.
Você precisa subir a serra e conhecer Petrópolis para entender por que Dom Pedro II não conseguia ficar longe deste pedaço de Europa a poucas horas do Rio.




