O estacionamento em calçadas vem ganhando destaque em várias cidades da Inglaterra, à medida que autoridades apertam as regras para proteger pedestres, idosos, pessoas com deficiência e famílias que dependem das calçadas para se deslocar com segurança no dia a dia, em sintonia com um movimento global que valoriza ruas mais humanas e caminháveis.
O que muda nas regras de estacionamento em calçadas na Inglaterra
Até recentemente, fora de Londres, o combate ao estacionamento em cima da calçada era limitado e muitas vezes dependia da polícia, focada apenas em situações claramente perigosas ou de obstrução grave. O novo pacote de medidas anunciado pelo governo inglês muda esse cenário ao transferir parte do poder de fiscalização para os conselhos locais.
Com a mudança legislativa, conselhos municipais em toda a Inglaterra passam a ter autoridade para multar motoristas que deixarem seus veículos sobre o passeio, mesmo sem desrespeito direto a linhas amarelas na via. Na prática, a calçada passa a ser reforçada como espaço prioritário de circulação de pedestres, com proibição como regra e exceções pontuais.

Como funciona o estacionamento em calçadas no Brasil em 2026
No Brasil, estacionar na calçada também é tratado de forma rigorosa pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), alinhando-se à tendência internacional de proteger o espaço do pedestre. A calçada é reconhecida como área de uso prioritário – e praticamente exclusivo – para circulação de pessoas, sobretudo as mais vulneráveis.
Em 2026, essa prática é considerada infração de trânsito grave pelo CTB, o que gera multa, pontos na CNH e possibilidade de remoção do veículo para o pátio, com custos extras de guincho e diárias. Mesmo a alegação de “só um minutinho” ou em frente à própria residência não afasta a infração.
Atualmente, o valor da multa para quem estaciona sobre o passeio (calçada) é de R$ 195,23. Por ser classificada como uma infração grave, o condutor recebe 5 pontos em seu prontuário da CNH, o que contribui para a soma de pontos que pode levar à suspensão do direito de dirigir em caso de reincidência ou combinação com outras infrações.
Quais são os detalhes e exceções da lei brasileira sobre calçadas
Alguns pontos específicos da legislação brasileira ajudam a tirar dúvidas comuns sobre o uso da calçada, inclusive em recuos e áreas em frente a imóveis. Eles esclarecem quando há infração e em que situações a circulação de veículos é tolerada sem punição.
- Recuo da calçada: Mesmo em recuos que fazem parte da calçada pública, a infração continua valendo. Cobrar para estacionar nesses espaços é ilegal e retira área do pedestre.
- Parar x estacionar: Paradas rápidas só para embarque ou desembarque, sem bloquear a calçada, são permitidas. Se a manobra se prolonga ou obstrui a passagem, é estacionamento irregular.
- Veículos de emergência: Ambulâncias, viaturas policiais e bombeiros podem parar ou estacionar em locais proibidos quando em serviço de urgência e devidamente identificados.
Por que o estacionamento em calçadas é uma questão de segurança pública
O endurecimento contra o pavement parking não está ligado apenas à organização do trânsito, mas principalmente à segurança dos pedestres mais vulneráveis. Quando um veículo ocupa a calçada, muitas pessoas são forçadas a desviar pela pista de rolamento, aumentando o risco de atropelamentos.

Além disso, especialistas em mobilidade urbana apontam que carros sobre o passeio desestimulam a caminhada, tornam os trajetos mais demorados e prejudicam o comércio local, escolas e serviços essenciais. Também provocam danos físicos nas calçadas, criando buracos e desníveis que geram novas barreiras.
Qual o impacto dessas mudanças e o que você pode fazer agora
O controle mais firme do estacionamento em calçadas é para manter a qualidade do espaço público, reduzir riscos e tornar ruas inglesas e brasileiras mais inclusivas. Ruas onde pedestres circulam sem desvio para a pista têm mais vitalidade, segurança e sensação de pertencimento para todos os moradores.
Este é o momento de agir: revise seus hábitos ao volante, respeite cada centímetro da calçada, cobre fiscalização do poder público e denuncie bloqueios sempre que encontrar. Cada carro que deixa de ocupar o passeio representa um passo urgente para cidades mais humanas, seguras e acessíveis – e a mudança começa hoje, com a sua atitude.




