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Justiça determina que plano de saúde pague terapia negada para criança com paralisia cerebral, e decisão chama atenção

Gabriel Martins Por Gabriel Martins
12/02/2026
Em Economia
Justiça determina que plano de saúde pague terapia negada para criança com paralisia cerebral, e decisão chama atenção

Decisão do TJMG obriga plano a custear terapia prescrita fora do rol da ANS

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.

O TJMG plano de saúde decidiu que operadora deve custear terapia para criança com paralisia cerebral, mesmo fora do rol da ANS. A decisão reforça a força da prescrição médica e muda o cenário de negativas de cobertura.

O que o TJMG decidiu sobre terapia para paralisia cerebral?

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve decisão que obriga operadora a custear tratamento intensivo para criança com paralisia cerebral e distúrbio motor grave. A indicação médica previa método específico de reabilitação com suporte ortopédico.

O colegiado entendeu que o tratamento fisioterápico especializado era necessário para evolução clínica. A negativa baseada apenas na ausência do método na lista da ANS foi considerada insuficiente diante da prescrição técnica fundamentada.

Justiça determina que plano de saúde pague terapia negada para criança com paralisia cerebral, e decisão chama atenção
Tribunal confirmou custeio de reabilitação intensiva para criança com paralisia cerebral grave

Por que o rol da ANS não pode limitar o tratamento?

O ponto central foi o caráter exemplificativo do rol da ANS, definido em lei. Isso significa que a lista não esgota todas as terapias possíveis e não pode impedir cobertura quando há indicação médica e base técnica adequada, como nos critérios abaixo.

  • Lei 14.454 de 2022 tornou o rol apenas referência mínima
  • Cobertura vale para terapia com prescrição fundamentada
  • Procedimento deve ter respaldo técnico e profissional habilitado

O método PediaSuit é considerado experimental?

No processo, a operadora alegou que o método PediaSuit seria experimental. A relatora rejeitou o argumento ao citar reconhecimento técnico, uso em protocolos de fisioterapia e existência de registro sanitário do equipamento utilizado.

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O acórdão mencionou que o tratamento de reabilitação neuromotora possui respaldo de conselho profissional e normas regulatórias. Esse enquadramento afasta a tese de experimentalismo puro e reforça a obrigação de cobertura assistencial.

Justiça determina que plano de saúde pague terapia negada para criança com paralisia cerebral, e decisão chama atenção
Método PediaSuit não foi considerado experimental diante de respaldo técnico comprovado oficial

Quais fundamentos técnicos reforçaram a cobertura?

A decisão citou normas que ampliam a cobertura obrigatória de terapias para distúrbios do desenvolvimento. Regras regulatórias e entendimentos técnicos foram usados para sustentar que a operadora não poderia negar o custeio nesse cenário, como nos pontos a seguir.

  • Resolução normativa da ANS sobre distúrbios neuromotores
  • Reconhecimento técnico por conselho profissional
  • Registro sanitário ativo na Anvisa

Houve indenização por danos morais contra a operadora?

Apesar de manter o custeio, o tribunal afastou os danos morais. Os desembargadores entenderam que, na época da negativa, havia precedente que aceitava rol taxativo, o que dava base jurídica para a recusa inicial.

Com a mudança posterior de entendimento superior, o cenário mudou para novos casos de negativa de cobertura médica. A mensagem prática é clara para famílias e operadoras, pois a prescrição técnica ganhou peso decisivo nas disputas.

Tags: Paralisia cerebralPlano de saúdeTerapia infantiltjmg

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