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Tribunal determinou que um imóvel não pode ser arrematado por menos de 50% de seu valor, sob pena de causar um prejuízo 

André Rangel  Por André Rangel 
04/11/2025
Em Economia, Notícias
STJ proíbe venda de imóveis por menos da metade do valor

STJ proíbe venda de imóveis por menos da metade do valor

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.

A arrematação de imóveis em leilões é um procedimento que exige respeito a regras específicas, principalmente quanto ao valor mínimo de venda, sendo uma garantia de justiça no processo e de proteção ao devedor diante de possíveis prejuízos.

Por que existe um valor mínimo para arrematar imóveis em leilões

A legislação brasileira não permite que um imóvel seja arrematado por quantia inferior a 50% do seu valor de avaliação. Essa exigência está presente no Código de Processo Civil, garantindo maior equilíbrio nas relações judiciais e proteção ao devedor.

Além disso, o valor mínimo contribui para a moralidade e segurança das transações em leilões judiciais, evitando alienações por preços insignificantes e desproporcionais.

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Como o STJ define e aplica o conceito de preço vil em leilões

O Superior Tribunal de Justiça tem entendimento consolidado sobre o conceito de preço vil, determinando que nenhuma arrematação pode acontecer por menos de 50% do valor avaliado do imóvel.

Essa diretriz visa aumentar a segurança jurídica nas execuções e impedir prejuízo excessivo ao devedor, conforme decisões recentes do tribunal.

STJ reafirma que imóvel não pode ser arrematado por menos de 50% do valor avaliado – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

O que diz a decisão sobre o leilão anulado por valor inferior ao mínimo

No caso em análise, o ministro Marco Buzzi ressaltou que, mesmo para imóveis sob a Lei 9.514/1997, a venda não pode ocorrer por valor inferior à metade da avaliação.

A decisão é emblemática e reforça que o princípio da proteção ao devedor deve ser observado tanto em leilões judiciais quanto extrajudiciais, inclusive em situações de alienação fiduciária de imóveis.

Quais argumentos fundamentaram o pedido de anulação do leilão

No processo que motivou a decisão do STJ, os autores argumentaram que o imóvel havia sido vendido por apenas 39,8% do seu valor, o que representava prejuízo e injustiça. Para contextualizar essa alegação, apresentaram fundamentos jurídicos claros:

  • Venda por percentual muito abaixo do valor de avaliação;
  • Desrespeito às normas legais de proteção ao devedor;
  • Risco de enfraquecimento da credibilidade dos leilões judiciais e extrajudiciais.

Qual a importância da decisão do STJ para a proteção do devedor

A decisão do STJ destaca a relevância do valor mínimo como garantia aos direitos do devedor fiduciante, estabelecendo que a medida não é meramente formal, mas essencial para assegurar transações justas.

A adoção dessa orientação fortalece o controle e a auditoria dos processos, promovendo a confiança no sistema de leilões e inibindo práticas lesivas.

Fonte: Conjur

Tags: imóveisleilãoleilão de imóveisSTJvalorvendas

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