Ao olhar um respirador, as classes P1, P2 e P3 podem parecer apenas números de catálogo. Na verdade, elas indicam níveis crescentes de eficiência para filtros de partículas. A classe também ajuda a definir contra quais aerossóis o conjunto foi projetado para trabalhar.
Por que P1, P2 e P3 não são só números de modelo?
Escolher um filtro pela aparência pode colocar a pessoa diante de uma proteção diferente daquela exigida no trabalho. A letra P identifica um filtro para partículas, enquanto o número separa classes com capacidades diferentes.
A classificação brasileira de proteção respiratória distingue P1, P2 e P3 conforme os tipos de partículas previstos. A escolha ainda depende do respirador, do contaminante e das condições do local.

O que muda quando o número passa de P1 para P3?
A eficiência cresce com a classe. Uma orientação oficial sobre filtros de partículas classifica P1 como baixa eficiência, P2 como média e P3 como alta.
A leitura básica fica assim:
Esses filtros também protegem contra gases e vapores?
Não se deve usar a letra P como indicação de proteção química. Filtros de partículas trabalham retendo material sólido ou líquido suspenso no ar. Gases e vapores exigem filtros próprios ou filtros combinados.
Alguns limites importantes são:
- P1, P2 e P3 são classes para material particulado.
- Um filtro de partículas não substitui um filtro para gases.
- Também não substitui um filtro específico para vapores.
- Atmosferas com pouco oxigênio exigem outro tipo de proteção respiratória.
A orientação técnica para proteção respiratória separa claramente filtros para partículas daqueles destinados a gases e vapores. Por isso, aumentar de P1 para P3 não transforma o cartucho em um filtro químico.
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Como as três classes se comparam na prática?
O número maior representa uma classe de filtragem mais alta, mas isso não significa que P3 seja automaticamente a escolha certa para todo serviço. O respirador inteiro precisa ser adequado e vedar corretamente no rosto.
A comparação principal fica assim:
| Classe | Eficiência | Uso previsto na NR 6 |
|---|---|---|
| P1 | Baixa | Poeiras e névoas |
| P2 | Média | Poeiras, névoas e fumos |
| P3 | Alta | Poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos |
Como ler a marca antes de escolher o respirador?
A classe do filtro é apenas uma parte da seleção. Também entram o tipo de peça facial, a concentração do contaminante, o ajuste ao rosto e a existência de gases, vapores ou pouco oxigênio no ambiente.
Outra confusão comum é tratar P2 e PFF2 como a mesma marcação. A NR 6 lista as peças semifaciais filtrantes PFF separadamente dos respiradores que recebem filtros substituíveis P1, P2 ou P3. Em trabalho profissional, a seleção precisa seguir a avaliação do risco.

