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Uma muralha de quase 1 km formada por cerca de 1.500 pedras foi encontrada a 21 metros de profundidade e pode ter servido para caçar renas há 11 mil anos

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
26/08/2026
Em Entretenimento
A estrutura ficou preservada em uma área que já esteve acima do nível do mar

A estrutura ficou preservada em uma área que já esteve acima do nível do mar

Uma muralha de pedras percorre quase um quilômetro no fundo do Mar Báltico, hoje coberta por 21 metros de água. São aproximadamente 1.500 pedras organizadas numa sequência difícil de explicar pela natureza. Para os pesquisadores, caçadores podem ter construído aquilo quando a região ainda era terra firme.

Como uma estrutura da Idade da Pedra acabou no fundo do mar?

A fileira foi localizada na baía de Mecklenburg, aproximadamente 10 km ao largo de Rerik, na costa alemã. Quando ela teria sido construída, o nível do mar era muito diferente e aquela paisagem ainda estava exposta.

A Universidade de Kiel explica que a área foi inundada à medida que o nível do mar subiu após a última Era Glacial. Por volta de 8.500 anos atrás, a paisagem já havia mudado profundamente. Isso coloca a construção da fileira antes da inundação definitiva do local.

O alinhamento das pedras pode ter ajudado caçadores a conduzir animais até pontos de captura

O que convenceu os pesquisadores de que as pedras não chegaram ali por acaso?

A estrutura mede cerca de 970 metros e reúne aproximadamente 1.500 pedras menores ligando blocos muito maiores. A regularidade e a maneira como a linha muda de direção junto aos grandes blocos dificultam uma explicação puramente natural.

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A estrutura ficou preservada em uma área que milhares de anos atrás ainda estava acima do nível do mar

Uma parede de 971 metros feita com 1.673 pedras ficou escondida a 21 metros no fundo do Mar Báltico e pode ter sido usada para caçar renas há mais de 10 mil anos

24/08/2026

Os principais elementos observados foram estes:

1
Quase 1 km de comprimentoA sequência acompanha o terreno por aproximadamente 970 metros, uma escala grande demais para parecer apenas um pequeno arranjo local.
2
Cerca de 1.500 pedrasA maioria possui dimensões relativamente pequenas e foi posicionada entre grandes blocos que já faziam parte da paisagem.
3
Traçado muito regularO alinhamento segue uma direção organizada e muda justamente onde aparecem pedras grandes demais para serem deslocadas facilmente.
4
Paisagem favorável à caçaAo lado existia uma depressão que provavelmente correspondia a um antigo lago ou pântano, criando um corredor natural para animais.

Como uma fileira tão baixa poderia ajudar a caçar renas?

A hipótese não exige imaginar uma muralha alta capaz de impedir fisicamente a passagem dos animais. Estruturas baixas podem funcionar como linhas de orientação, levando um rebanho a seguir um trajeto previsível.

Os pesquisadores compararam o local a outras estruturas de caça conhecidas em paisagens hoje submersas.

  • As pedras poderiam direcionar o deslocamento das renas.
  • O relevo ajudaria a restringir as alternativas do rebanho.
  • Os animais seriam conduzidos em direção a uma passagem mais estreita.
  • Caçadores poderiam esperar em pontos favoráveis ao longo do percurso.
  • A estratégia permitiria capturar vários animais durante migrações sazonais.

A presença de renas é importante para a datação proposta. Esses animais desapareceram daquela região há cerca de 11 mil anos, quando o clima ficou mais quente e as florestas começaram a se expandir.

Leia também: Uma seca fez uma cidade de 3.400 anos reaparecer sob um reservatório e revelou muralhas de barro com vários metros e mais de 100 tábuas cuneiformes

A descoberta revela uma estratégia de caça planejada por grupos pré-históricos

O que os cientistas sabem e o que ainda permanece como hipótese?

O estudo conclui que a origem humana é a explicação mais provável e considera a caça de renas a função mais convincente. Ainda assim, não existe uma inscrição ou objeto deixado ao lado da estrutura explicando para que ela servia.

A diferença entre observação e interpretação fica clara nesta comparação:

EvidênciaO que foi observadoLeitura
Profundidade21 metrosA estrutura está em paisagem hoje submersaConstrução anterior ao mar
PedrasCerca de 1.500Arranjo regular por 970 metrosOrigem humana provável
RelevoAntigo lago ou pântanoLinha posicionada junto a corredor naturalCompatível com caça
Função exataSem prova diretaNão há registro escrito da estruturaHipótese científica

Por que essa descoberta é tão rara no Mar Báltico?

A região possui outros sítios da Idade da Pedra preservados perto da costa, mas a maioria está em águas muito mais rasas e pertence a períodos posteriores. Essa fileira pode ser uma das estruturas humanas mais antigas já identificadas naquela parte do Báltico.

O fundo do mar também preservou uma paisagem que desapareceu da superfície há milhares de anos. Investigar seus arredores pode revelar acampamentos, ferramentas ou outros vestígios capazes de testar a hipótese da caça e reconstruir com mais precisão como grupos humanos exploravam aquela antiga planície.

💡 Curiosidade A fileira foi percebida em 2021 durante uma expedição que originalmente investigava crostas de manganês no fundo do mar, e não sítios arqueológicos.
Tags: Arqueologia SubaquáticacaçadoresIdade da PedraMar Báltico

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