SALA DE AULA

Como IA e gamificação estão mudando o ensino de matemática no Brasil

A IA identifica lacunas de aprendizagem, ajusta o grau de dificuldade dos exercícios e propõe trilhas personalizadas, respeitando o ritmo individual de cada um

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Em meio às discussões do Ministério da Educação (MEC) sobre a definição de regras para o uso de inteligência artificial (IA) nas escolas, experiências já implementadas em sala de aula têm demonstrado resultados concretos. Mais do que isso, a tecnologia começa a impulsionar uma mudança estrutural na forma como crianças aprendem, especialmente em disciplinas historicamente desafiadoras, como a matemática. Ao combinar inteligência artificial, gamificação e análise de dados, novas plataformas educacionais tornam o ensino mais personalizado, interativo e com foco em eficiência.

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No último dia 30 de março, o MEC lançou o primeiro sandbox regulatório para uso de inteligência artificial na educação, criando um ambiente controlado onde soluções tecnológicas podem ser testadas com supervisão e regras adaptadas. A iniciativa permite que empresas, universidades e organizações desenvolvam e validem aplicações de IA com foco em desafios educacionais, como aprendizagem, gestão e inclusão, ao mesmo tempo em que garante atenção à segurança, ética, proteção de dados e direitos dos estudantes. Com isso, o governo busca estimular a inovação de forma responsável e reunir evidências para orientar futuras políticas públicas e regulamentações no setor.


No centro dessa transformação estão soluções capazes de adaptar o conteúdo em tempo real ao nível de cada aluno. A partir da análise contínua de desempenho, a inteligência artificial identifica lacunas de aprendizagem, ajusta o grau de dificuldade dos exercícios e propõe trilhas personalizadas, respeitando o ritmo individual de cada estudante.

Plataformas adaptativas


Um exemplo dessa transformação pode ser observado na rede estadual de São Paulo. Mais de 1,8 milhão de alunos do Ensino Fundamental já utilizam plataformas adaptativas com inteligência artificial no aprendizado de matemática. Os resultados aparecem nos indicadores educacionais. Em 2025, o estado registrou o melhor desempenho da série histórica do Saresp em matemática, após cerca de 30 anos de avaliação. Houve avanços nos 2º, 5º e 9º anos, com aumento nos níveis Adequado e Avançado e redução do número de alunos abaixo do básico. O maior destaque foi o 9º ano, com crescimento de 11,8 pontos em relação a 2024.


O modelo aplicado no Estado rompe com a lógica tradicional e amplia a capacidade de acompanhamento pedagógico. Ao mesmo tempo em que os alunos aprendem de forma mais visual e prática, professores já podem contar com dados mais precisos para orientar intervenções, planejar aulas e acompanhar a evolução das turmas. A gamificação também tem desempenhado um papel central nesse cenário. Ao transformar conceitos matemáticos em experiências interativas, o aprendizado se torna mais engajador, estimulando o raciocínio lógico e a resolução de problemas de forma mais natural.


Entre as soluções que vêm ganhando destaque está a Matific, plataforma educacional criada na Austrália e voltada para alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. A edtech combina inteligência artificial, jogos interativos e monitoramento em tempo real para transformar a experiência de aprendizagem.


A plataforma, que tem mais de 2.000 atividades alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC),  permite personalização em larga escala e oferece aos professores ferramentas para acompanhamento detalhado do desempenho dos alunos.


O avanço dessas tecnologias ocorre em paralelo ao crescimento do uso de IA no cotidiano dos estudantes. Estudos indicam que mais de 80% dos alunos já utilizam algum tipo de ferramenta baseada em inteligência artificial, enquanto instituições de ensino ainda buscam integrar essas soluções de forma estruturada ao currículo.

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Para especialistas, a tendência é que a IA seja uma ferramenta estratégica para enfrentar um dos principais desafios da educação brasileira: melhorar a atuação cada vez mais como uma aliada do professor e não como substituta, mas como o aprendizado em matemática.

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