A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro semestre de 2026, menor porcentagem registrada no período desde 2012. Os dados foram revelados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



A pesquisa mostra um recuo em 0,2% em relação ao segundo semestre deste ano, de abril a junho, quando a taxa foi de 5,4%. Os dados revelam ainda que o número baixou em 0,4% desde o terceiro semestre de 2025, quando a desocupação no país marcava 5,6%.


A pesquisa do IBGE revela, portanto, que aproximadamente 5,6 milhões de pessoas no Brasil estavam desocupadas ao fim da pesquisa, em setembro. Os números totais mostram que o país tinha 234 mil desempregados a menos do que em junho deste ano, além de 417 mil a menos que em setembro do ano passado.



Entre a população ocupada, a estimativa da PNAD seria de 103,6 milhões de pessoas, a maior da série desde 2012, com variação positiva de 0,6% no trimestre e 1,2% no ano.


Os trabalhadores ocupados no Brasil se dividem entre os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (39,4 milhões), empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,7 milhões), trabalhadores por conta própria (26,1 milhões), trabalhadores domésticos (5,4 milhões) e o setor público (13,2 milhões).



Os empregados do setor público, incluindo servidores estatutários e militares, registrou estabilidade em relação ao semestre anterior, mas apresentou crescimento de 2,5% em comparação à pesquisa divulgada no terceiro trimestre de 2025. Demais setores apresentaram estabilidade nos números, tanto em relação ao trimestre anterior, quanto no ano.


Enquanto isso, o número de empregadores no Brasil chegou a 4,5 milhões de pessoas, apresentando elevação de 4,3% em relação ao trimestre de abril a junho, além de crescimento de 6,4% considerando os dados divulgados em setembro do ano passado.



Pessoas que desistiram de procurar trabalho, os desalentados, eram 2,5 milhões em setembro, dado que mostra aumento de 7,5% em relação a junho, somando 171 mil novas pessoas, mas apresenta queda de 6,8% em relação a 2025.


O rendimento real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas marcou 3.790 reais, crescendo 3,6% em relação ao último ano, apesar de permanecer estável em comparação com o último trimestre pesquisado. O rendimento médio mensal apresentou aumento de 3,2% (46 reais) na categoria dos trabalhadores domésticos, e não apresentou variação significativa para outras categorias.

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A massa de rendimento real habitual marcou R$387,5 bilhões, maior número da série histórica, com alta de 1,5% no trimestre, representando aumento de R$5,6 bilhões e 4,7% no ano, aumentanto R$17,5 bilhões.


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