O custo da cesta básica em Belo Horizonte no mês de setembro subiu 1,44%, aponta a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead). 

 

O valor da cesta no mês foi de R$ 768,10, o que representa 47,38% do valor do salário mínimo (R$ 1.621). O aumento vem após duas quedas consecutivas, -5,21% em julho e -0,25% em agosto.

Dos 13 itens que compõem a cesta básica, os preços de quatro recuaram em setembro: banana caturra (-10,43%), feijão carioquinha (-5,29%), manteiga (-2,55%) e leite (-0,99%). As maiores altas foram registradas no tomate (12,97%), batata inglesa (4,36%) e chã de dentro (3,72%). 

De acordo com Eduardo Antunes, gerente de pesquisa da Fundação Ipead, a tendência é que o preço dos alimentos aumentem até o fim do ano, principalmente o da carne, que representa mais de um terço do custo da cesta básica. "É preciso pesquisar para ver se consegue diminuir esse impacto", recomendou o economista.

Considerando a importância relativa de cada produto na composição da cesta básica, os itens que mais contribuíram para a alta do custo em setembro foram chã de dentro, com 1,34 ponto percentual, seguido pelo tomate (0,97 p.p.) e pela batata inglesa (0,17 p.p.). 

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Em setembro de 2025, quando a cesta custava R$ 739,06, R$ 29,01 a menos que hoje, a proporção em relação ao salário mínimo era de 48,69%. Ou seja, embora a cesta atualmente esteja mais cara em termos nominais, ela representa uma parcela menor do salário mínimo.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o custo da cesta básica em Belo Horizonte apresentou alta de 3,41%. Já nos últimos 12 meses o aumento foi de 3,93%.

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