PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

Diesel em alta nos Estados Unidos acende alerta para os alimentos: como o custo que começa no campo percorre a cadeia e acaba pesando no bolso do consumidor

Combustível sobe 74% em um ano; alta pressiona custos de agricultores americanos e reflete crise nas refinarias globais de petróleo

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O preço do petróleo permanece elevado e impede o recuo nos combustíveis nos Estados Unidos. Em Washington, a média da gasolina comum está em US$ 5,39 por galão, quase um dólar a mais em relação ao mesmo período do ano passado segundo a AAA, a maior organização de associados voltada para o automobilismo e viagens de lazer dos EUA.

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O galão de diesel também registrou um aumento de US$ 2 no último ano, chegando a US$ 7,29 na região. O avanço nos combustíveis pressiona agricultores em todo o país durante o pico da safra de outono. A média nacional do diesel subiu mais de 74% em comparação ao ano anterior. Na última segunda-feira, o galão atingiu US$ 6,32 nos Estados Unidos, alta de US$ 2,69 em doze meses, de acordo com dados da organização.

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Pressão na colheita e no transporte

A maior parte do maquinário agrícola opera com diesel, o que encarece custos de produção já elevados. John Hanson, presidente da União dos Agricultores de Nebraska e agricultor de sexta geração, ressaltou em entrevista ao canal King 5 Seattle a dificuldade enfrentada no campo: "continuamos sendo pressionados cada vez mais".

O combustível abastece também frotas de transporte e maquinários da construção civil. Com isso, empresas gastam quantias maiores para transportar cargas de alimentos, especialmente produtos perecíveis. Esses valores adicionais são transferidos diretamente aos consumidores.

O relatório mais recente do Índice de Preços ao Consumidor apontou que frutas, vegetais, carnes e aves encareceram nos EUA no último ano. O cenário traz preocupação aos trabalhadores do setor.

Especialistas projetam que os preços permaneçam elevados até as festas de final de ano, principalmente se a guerra com o Irã não terminar logo para normalizar a produção global de petróleo, conforme apuração de Jen Sullivan para o programa "Consumer Watch".

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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria


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