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Parados por mais de 16 anos, 100 bitcoins minerados em 2010 voltam a se mover: moedas avaliadas em cerca de US$ 8,5 milhões têm uma história que chama atenção

Moedas da era Satoshi que valiam cerca de seis dólares foram transferidas após 16 anos; montante acumulado já ultrapassa US$ 8,5 milhões

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Cerca de 100 bitcoins minerados em julho de 2010 se movimentaram na última quarta-feira (7) após mais de 16 anos sem atividade. O valor de mercado dessas moedas saltou de aproximadamente US$ 6 para cerca de US$ 8,5 milhões no período.

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A transação ocorreu às 18:52 e dividiu o saldo entre dois destinos: dez bitcoins foram enviados para um endereço e cerca de 90,02 bitcoins seguiram para outro. Os registros públicos não revelam quem controla os recursos nem indicam se haverá venda dos ativos.

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O montante original de 100,02 BTC chegou à carteira em 30 de julho de 2010 a partir de duas recompensas de mineração, sendo uma de 50 BTC e outra de 50,02 BTC com taxas. Naquele período, mineradores recebiam 50 moedas recém-criadas por bloco adicionado. Os ativos datam da era Satoshi, época em que o criador pseudônimo Satoshi Nakamoto interagia com o projeto, mas a data não comprova ligação direta com o desenvolvedor.

Histórico de atividade da carteira

A divisão Galaxy Research, da companhia Galaxy Digital, localizou a transferência e publicou o alerta no X. O aviso provocou dúvidas porque a carteira realizou outros envios entre 2011 e 2018: foram 200 BTC transferidos em agosto de 2015, 100 BTC em dezembro de 2017 e 249 BTC em março de 2018.

O sistema do Bitcoin registra pagamentos recebidos de maneira individualizada, formato conhecido como UTXO. Essa estrutura técnica permite gastar determinados depósitos e manter outros intactos no mesmo endereço. O pagamento de 100,02 BTC permaneceu sem movimentação durante todo esse intervalo.

Na rede social X, a Galaxy Research informou que o endereço registrou atividades anteriores, mas as moedas específicas continuavam paradas: "we track the coins". Quando o saldo chegou ao endereço em 2010, o ativo custava cerca de 6 centavos, de acordo com registros históricos da "StatMuse".

Saldos inativos atraem atenção porque mostram que alguém ainda retém as chaves para gastá-los, contrariando cenários de perda definitiva. Há precedentes de grandes volumes negociados, como a venda de mais de 80.000 BTC confirmada pela Galaxy em julho de 2025 para planejamento patrimonial de um investidor inicial. O evento recente é menor e os dados públicos não atestam negociação.

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A movimentação uniu os recursos antigos a seis pequenos depósitos posteriores. Ambos os saldos transferidos continuavam parados na manhã de quinta-feira, segundo verificação da "CoinDesk".


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