EUA

Entenda as sanções secundárias dos EUA que colocam bancos globais em alerta

Política de longa data dos Estados Unidos pune empresas e países que mantêm negócios com nações sancionadas, como o Irã, gerando constante apreensão no sistema financeiro internacional.

Publicidade
Carregando...

O sistema financeiro global opera sob constante apreensão devido às sanções secundárias dos Estados Unidos, uma poderosa ferramenta de política externa que ameaça bancos e empresas em todo o mundo. Essas medidas forçam instituições a escolher entre manter relações comerciais com nações sancionadas pelos EUA ou preservar o acesso vital ao dólar e ao sistema financeiro americano.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

A pressão tem se intensificado nas últimas semanas. Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro de 2026, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou nesta semana que um "grande banco" será sancionado já nesta segunda-feira, como parte da estratégia de sufocar financeiramente o Irã. Segundo Bessent, a data foi escolhida propositalmente para "honrar a memória" das vítimas do 11 de setembro. A medida viria na esteira de sanções recentes já aplicadas pelos EUA contra unidades no Egito do segundo maior banco do país — suspeito de ter repassado US$ 1,8 bilhão a autoridades iranianas — e contra o maior banco da Turquia, também acusado de movimentar recursos para Teerã.

O que são sanções secundárias?

Sanções secundárias são um mecanismo punitivo dos Estados Unidos que não se limitam ao país-alvo, como o Irã. Elas atingem diretamente empresas, bancos e até nações terceiras que decidem manter relações comerciais com o adversário, com o objetivo de isolá-lo economicamente de forma mais ampla.

Leia Mais

Como as sanções afetam os bancos globais?

Para uma instituição financeira, ser alvo de sanções secundárias americanas representa um risco existencial. As consequências são severas e imediatas, incluindo o corte de acesso a um mercado vital. As principais punições aplicadas são:

  • Perda de acesso ao sistema financeiro dos EUA: o banco é proibido de realizar ou intermediar transações em dólar, a moeda mais importante do comércio global.

  • Bloqueio de ativos: qualquer patrimônio ou recurso da instituição que esteja sob jurisdição americana é congelado.

  • Restrições a transações: a instituição fica impedida de negociar com cidadãos, empresas e entidades dos Estados Unidos.

  • Dano reputacional: ser listado como alvo de sanções prejudica a credibilidade do banco, afastando investidores e parceiros comerciais em todo o mundo.

Qual o papel do Secretário do Tesouro?

O Secretário do Tesouro, atualmente Scott Bessent, é a figura central na implementação da política econômica e de segurança nacional do governo americano. A liderança do Departamento do Tesouro é responsável por aplicar essas sanções, utilizando ferramentas financeiras para pressionar adversários geopolíticos e garantir que as regras do sistema financeiro dos EUA sejam cumpridas globalmente.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Por que o Irã continua a ser o foco?

O Irã é um alvo antigo das sanções dos Estados Unidos devido a uma série de fatores, incluindo seu programa nuclear, o desenvolvimento de mísseis balísticos e o apoio a grupos considerados terroristas por Washington. As restrições financeiras são a principal ferramenta utilizada para pressionar Teerã a mudar suas políticas e limitar sua influência no Oriente Médio.


Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay