Os smartphones, dispositivos essenciais no cotidiano, dependem diretamente de um grupo de 17 elementos químicos conhecidos como terras raras para funcionar. Embora o Brasil possua reservas significativas desses minerais estratégicos, o país ainda não figura entre os maiores produtores mundiais, enquanto a demanda global continua a crescer.
O que são as terras raras?
Terras raras são um conjunto de 17 elementos da tabela periódica, como o neodímio, o praseodímio e o disprósio. Apesar do nome, eles não são tão incomuns na crosta terrestre, mas sua extração e processamento são complexos, caros e concentrados em poucos países.
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Como as terras raras funcionam nos celulares?
Esses elementos químicos são vitais para vários componentes que garantem a alta performance dos aparelhos modernos. Sem eles, os celulares seriam maiores, mais lentos e com menos recursos. Cada parte do dispositivo utiliza propriedades únicas desses materiais para entregar a experiência que os usuários conhecem.
Aplicações em cada componente
As terras raras são indispensáveis para o funcionamento de peças-chave dos smartphones. Elas estão presentes desde a tela que você toca até os pequenos motores que produzem a vibração. Suas principais aplicações são:
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Motores de vibração: ímãs de neodímio, que são extremamente potentes e pequenos, compõem os motores responsáveis pela vibração do aparelho ao receber notificações.
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Alto-falantes e microfones: os mesmos ímãs potentes melhoram a qualidade sonora, permitindo a criação de componentes de áudio menores e mais eficientes.
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Polimento de precisão: o óxido de cério é um material fundamental no polimento de telas de vidro e lentes de câmeras, assegurando uma superfície lisa e sem defeitos.
Por que a extração é um desafio global?
A produção mundial de terras raras é hoje altamente concentrada, com a China respondendo por mais de 70% da mineração e quase 90% do refino global. Essa centralização gera uma forte dependência para os países que não controlam a cadeia de suprimentos, criando vulnerabilidades no fornecimento de componentes eletrônicos essenciais.
Além da questão geopolítica, o processo de mineração e refino pode gerar impactos ambientais significativos, como a contaminação de solos e fontes de água. A separação dos minerais geralmente envolve o uso de ácidos e outros produtos químicos tóxicos, exigindo tecnologias avançadas e regulamentações rigorosas para mitigar os danos.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
