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Terras raras: o papel estratégico desses elementos na tecnologia moderna

Nos últimos anos, a expressão terras raras aparece com frequência em debates sobre tecnologia, indústria e geopolítica. Esses elementos químicos, embora pouco conhecidos pelo público em geral, compõem diversos equipamentos usados diariamente, de smartphones a turbinas eólicas. Assim, a importância econômica e estratégica das terras raras cresce na mesma velocidade em que aumenta a demanda por dispositivos […]

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Nos últimos anos, a expressão terras raras aparece com frequência em debates sobre tecnologia, indústria e geopolítica. Esses elementos químicos, embora pouco conhecidos pelo público em geral, compõem diversos equipamentos usados diariamente, de smartphones a turbinas eólicas. Assim, a importância econômica e estratégica das terras raras cresce na mesma velocidade em que aumenta a demanda por dispositivos eletrônicos e soluções de energia limpa.

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Apesar do nome, as terras raras não são exatamente escassas na crosta terrestre. No entanto, o desafio surge ao encontrá-las em concentrações viáveis para extração e processamento. Essa limitação torna a cadeia produtiva mais complexa. Além disso, poucos países dominam todas as etapas, desde a mineração até o refino. Como resultado, muitos mercados enfrentam um cenário de dependência e disputa por esses recursos essenciais à tecnologia moderna.

O que são terras raras e por que elas são tão estratégicas?

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos, incluindo o escândio, o ítrio e os 15 lantânidos. Eles apresentam propriedades magnéticas, ópticas e catalíticas particulares, que permitem aplicações difíceis de substituir por outros materiais. Por isso, diferentes setores industriais tratam esses elementos como insumos críticos. A combinação de versatilidade técnica e oferta concentrada em poucos países transforma esses elementos em recursos estratégicos.

Em termos de uso, as terras raras ocupam papel central na fabricação de ímãs permanentes de alta performance, essenciais em motores elétricos compactos e eficientes. Esses elementos também participam da produção de telas de alta definição, sistemas de comunicação, baterias avançadas e equipamentos médicos. Desse modo, qualquer alteração no fornecimento global desses materiais pode afetar cadeias produtivas inteiras e gerar preocupação em governos e empresas.

Por que as terras raras são tão importantes para a tecnologia?

A relevância das terras raras para a tecnologia se relaciona diretamente à miniaturização e ao aumento de desempenho de dispositivos eletrônicos. Elementos como neodímio, praseodímio e disprósio permitem a criação de ímãs extremamente potentes em tamanhos reduzidos. Isso se mostra fundamental em smartphones, fones de ouvido, discos rígidos e motores de veículos elétricos. Sem esses componentes, muitos aparelhos atuais ficariam maiores, mais pesados e menos eficientes.

Além disso, terras raras como európio, térbio e ítrio entram na composição de fósforos que garantem cores mais nítidas em telas de TV, monitores e painéis de LED. Outros elementos desse grupo atuam como catalisadores na indústria de petróleo, na fabricação de vidros especiais, lasers e fibras ópticas. Em resumo, a tecnologia moderna depende desses elementos para garantir desempenho, precisão e economia de energia. Ao mesmo tempo, pesquisadores já testam ligas novas e projetos de redução de uso, mas ainda não alcançam substituições amplas.

  • Ímãs de alto desempenho: motores elétricos, discos rígidos, alto-falantes.
  • Telas e displays: TVs, monitores, smartphones, painéis LED.
  • Equipamentos de comunicação: fibras ópticas e sistemas de telecomunicações.
  • Indústria automotiva: veículos híbridos e elétricos.
  • Aplicações médicas: equipamentos de imagem e lasers cirúrgicos.

Como as terras raras impulsionam a transição energética?

A busca global por fontes de energia de baixo carbono aumenta ainda mais a importância das terras raras. Esses elementos sustentam tecnologias chave na transição energética, como turbinas eólicas e veículos elétricos. Em muitos projetos, ímãs à base de neodímio e disprósio permitem gerar mais energia com menos material e menor necessidade de manutenção. Consequentemente, esses componentes favorecem a expansão das energias renováveis.

No setor automotivo, motores elétricos de alto rendimento, presentes em carros híbridos e totalmente elétricos, dependem de terras raras em sua construção. A adoção crescente desses veículos em todo o mundo, impulsionada por metas ambientais e políticas públicas, tende a ampliar a demanda por esses elementos nas próximas décadas. Essa dinâmica coloca as terras raras no centro das discussões sobre segurança energética e sustentabilidade industrial. Além disso, novas políticas climáticas fortalecem essa tendência e ampliam os investimentos em cadeias produtivas mais limpas.

  1. Turbinas eólicas: ímãs fortes e compactos em geradores de alta eficiência.
  2. Veículos elétricos: motores potentes e leves, com melhor desempenho.
  3. Ar-condicionado e compressores eficientes: uso de ímãs permanentes para reduzir o consumo de energia.

Quais desafios envolvem a produção e o uso de terras raras?

A extração e o processamento de terras raras envolvem desafios técnicos, ambientais e geopolíticos. O minério costuma aparecer misturado a outros elementos, o que exige processos químicos complexos para separação e purificação. Se empresas não controlarem adequadamente essas etapas, poderão gerar resíduos e impactos significativos no solo e na água. Por isso, governos e organizações defendem cada vez mais a adoção de práticas de mineração responsáveis e o avanço das tecnologias de reciclagem de equipamentos eletrônicos.

Outro ponto sensível surge na forte concentração da produção em poucos países, com destaque para a China, que há anos lidera a mineração e o refino de terras raras. Esse cenário aumenta o risco de desabastecimento em caso de restrições de exportação, tensões comerciais ou problemas internos de produção. Como resposta, diferentes regiões do mundo buscam diversificar fornecedores, investir em novas minas, desenvolver métodos de reciclagem e pesquisar materiais alternativos que possam reduzir a dependência desses elementos. Além disso, iniciativas multilaterais discutem padrões ambientais comuns e cadeias mais transparentes.

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Diante desse quadro, as terras raras continuam no centro do debate sobre o futuro da tecnologia e da indústria. A combinação de alta demanda, usos estratégicos e necessidade de produção sustentável mantém esses elementos em destaque em agendas econômicas, científicas e ambientais. Assim, o tema impacta diretamente o desenvolvimento de inovações e políticas públicas, pelo menos nas próximas décadas.

terras raras – depositphotos.com / Ludya

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