Juro do cartão de crédito: como renegociar sua dívida com o banco
Os juros altos podem virar uma bola de neve; veja como encontrar a melhor solução para quitar os débitos
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A dívida do cartão de crédito se transformou em uma bola de neve? Os juros altos, especialmente do rotativo, podem rapidamente tirar o controle das finanças. Apesar do susto, é possível e recomendável renegociar esses débitos diretamente com a instituição financeira, uma iniciativa que ajuda a organizar o orçamento e a evitar a negativação do nome.
Com a taxa Selic em torno de 14,25% a 14,75%, contribui para que os juros do rotativo permaneçam elevados, atingindo cerca de 430 % ao ano. No entanto, novas legislações trouxeram proteções importantes para os consumidores, tornando a negociação mais equilibrada.
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Por que os juros do cartão são tão altos?
Quando o cliente não paga o valor total da fatura até o vencimento, o saldo devedor entra automaticamente nessa modalidade, que possui uma das taxas de juros mais elevadas do mercado. Isso ocorre porque o risco de inadimplência para o banco é considerado maior nesse tipo de crédito sem garantia.
Como funciona o rotativo do cartão?
Ao pagar apenas o valor mínimo da fatura, o restante da dívida é financiado pelo banco para o mês seguinte. Sobre esse saldo remanescente incidem os juros do rotativo, que são compostos e aumentam o débito de forma exponencial se não for quitado rapidamente.
A Lei 14.690/2023 estabeleceu um teto para esses juros e, a partir disso, o valor total da dívida, incluindo juros e encargos, não pode ultrapassar o dobro do valor original do débito. Por exemplo, uma dívida de R$ 500 não poderá se tornar maior que R$ 1.000.
Como renegociar a dívida do cartão de crédito
Renegociar a dívida do cartão de crédito é um direito do consumidor e o primeiro passo para retomar o controle financeiro. O processo envolve organizar suas informações, contatar o banco e avaliar as propostas para encontrar uma solução que caiba no seu bolso e evite maiores complicações.
Siga este passo a passo para conversar com seu banco:
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Entenda o tamanho da sua dívida: antes de ligar para o gerente, saiba qual é o valor total do débito. Verifique o Custo Efetivo Total (CET), que inclui todos os juros, taxas e encargos. Essa informação costuma estar detalhada na sua fatura mensal.
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Entre em contato com a instituição: procure os canais de atendimento do seu banco, como telefone, aplicativo ou agência física. Informe que deseja negociar o saldo devedor do seu cartão e peça para falar com o setor responsável por acordos.
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Seja transparente e apresente uma proposta: com base no seu orçamento, proponha um valor de parcela que você realmente consiga pagar. Ser realista aumenta as chances de um acordo bem-sucedido. Lembre-se que a Lei 14.181/2021 (Lei do Superendividamento) garante que as parcelas não podem comprometer sua renda necessária para o sustento básico, um direito que você pode invocar durante a negociação.
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Avalie as opções oferecidas pelo banco: a instituição pode sugerir diferentes soluções. As mais comuns são o parcelamento do valor total da fatura em prestações fixas ou a contratação de um empréstimo pessoal com juros menores para quitar o débito. Compare as taxas e as condições de cada uma.
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Formalize o acordo por escrito: após chegar a um consenso, peça a formalização do acordo por meio de um contrato. Leia todos os termos, condições, o novo valor das parcelas e o prazo de pagamento antes de assinar o documento.
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Conheça seus direitos legais: verifique se os juros cobrados respeitam o teto de 100% sobre o valor original da dívida estabelecido pela Lei 14.690/2023. Mantenha todas as faturas antigas para comprovar eventuais cobranças abusivas.
Lembre-se de documentar todas as interações com o banco, anotando datas, protocolos e nomes dos atendentes. O descumprimento das novas regras por parte das instituições financeiras pode resultar em multas e até na anulação de cláusulas consideradas abusivas.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria