Bares de BH preparados para torcer pela Seleção Brasileira
Com transmissões em telões e promoções variadas, empresários esperam faturar com os torcedores no fim de tarde deste domingo
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O Brasil entra em campo neste domingo (5/7) contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, às 17h (horário de Brasília), e os bares e restaurantes de Belo Horizonte se preparam para receber os torcedores.
Para atender ao público, alguns empresários ampliaram a capacidade de atendimento, organizaram seus espaços e instalaram telões em pontos estratégicos para uma experiência mais confortável e envolvente. Outra tendência observada é a criação de espaços ao ar livre, com telões instalados em áreas abertas. A programação vai além da transmissão dos jogos. Muitos bares e restaurantes estão oferecendo música ao vivo, prolongando a permanência dos clientes e transformando o evento esportivo em uma experiência mais ampla.
De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, seccional Minas Gerais (Abrasel MG), os principais corredores gastronômicos da capital concentram a maior movimentação durante os jogos – com destaque para as regiões da Savassi, Lourdes, Santa Tereza, Funcionários, Pampulha e Belvedere –, mas diversos centros comerciais e estabelecimentos da Região Metropolitana vêm registrando aumento significativo na procura durante as transmissões.
Além da estrutura, a criatividade tem sido um diferencial para atrair consumidores, como as promoções temáticas da Copa do Mundo, como na ação “Blitz do Gol”, onde alguns estabelecimentos oferecem o chope de 500ml por R$ 9,90 durante 15 minutos cada vez que a Seleção Brasileira marca um gol. As rodadas duplas de chope durante os jogos do Brasil também são comuns na capital.
O restaurante Chapa Mágica, no bairro Guarani, Região Norte de Belo Horizonte, tem promovido um “bolão“ nos dias de jogo do Brasil. Nesta promoção, a mesa que acertar o placar exato da partida não paga a conta. Caso duas mesas acertem o resultado, o desconto é de 50% para cada, e assim por diante. Mas, de acordo com Lamarques Pereira de Oliveira, proprietário da casa, nesta Copa 2026 apenas uma mesa conseguiu a façanha, no jogo de estreia contra o Marrocos.
Para o período da Copa, o restaurante adaptou seu cardápio, mantendo somente produtos com mais giro. “Com menos variedades, a cozinha entrega mais rapidez. Assim eu também não tive que mexer no quadro de funcionários da cozinha”, explicou Lamarques, que, por outro lado, contratou dois garçons para o período. “Assim que começa o jogo temos uma avalanche de pedidos, e os clientes querem já estar comendo e bebendo com 15 minutos de partida”, relatou.
Para receber os torcedores, o ambiente foi decorado com bandeiras de vários países. O restaurante já contava com cinco televisores, que, segundo o proprietário, são o bastante para atender todas as mesas disponíveis. Lamarques explica que o Chapa Mágica não tem tradição de transmitir jogos de futebol, evitando sobretudo clássicos para prevenir possíveis atritos entre torcedores rivais. Mas, como os jogos da Seleção Brasileira não dividem torcida, o ambiente, que conta com playground para crianças, fica preservado.
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O proprietário explica que, a depender do dia da semana e do horário do jogo, a transmissão pode melhorar o faturamento. “No jogo de segunda-feira, contra o Japão, o movimento foi como o de um sábado. O de quarta-feira, contra a Escócia, também foi bom. Neste domingo vai ser ótimo, já que vou juntar o movimento de almoço, que é forte, com o do jogo, à tarde”, projeta. Segundo Lamarques, a casa tem ficado lotada, com fila na porta.
Tíquete médio
Vitor Velloso, proprietário do Bar Pirex, na Praça Raul Soares, Região Central de BH, faz coro com Lamarques quanto ao dia de funcionamento. Ele explica que nos jogos da Seleção de sexta-feira (contra o Haiti) e sábado (Marrocos) o faturamento não fez muita diferença: “O ticket médio aumentou cerca de 20%, mas, como a rotatividade diminuiu, ficou elas por elas. Num espaço de duas horas, onde normalmente eu teria dois grupos de clientes por mesa, em um dia de jogo eu tenho apenas um grupo. Para solucionar isso, fazemos promoções de cerveja com a bola rolando e de petiscos no intervalo, para manter o consumo mais contínuo”, explicou o empresário.
Para este domingo (5/7), onde o forte é o almoço, a estratégia do Pirex é manter a casa cheia o dia todo, começando pelo brunch servido no “vizinho” Duplex (do mesmo proprietário e na mesma galeria), seguido pelo almoço às 12h, que dá espaço para um samba às 15h, que faz a abertura do jogo às 17h. “Vai ser um domingo duplo”, comemora Vítor. Além do cardápio mais “veloz”, o Pirex se preparou para a copa com uma decoração temática, seis televisores para cobrir todo o ambiente e coquetéis temáticos nos dias em que o Brasil entra em campo. Um deles é o “Uniforme 2”, que é azul como o segundo uniforme da Seleção, à base do licor Curaçau Blue, cachaça, limão siciliano e xarope de açúcar.
Henrique Gilberto, chef-proprietário do Juramento 202, no Pompéia, Região Leste de Belo Horizonte, e também do Forno da Saudade, no Carlos Prates, Região Noroeste, endereços que têm reunido muitas pessoas em dias de jogos da Seleção, concorda que, se a casa não atuar, vai ficar vazia nos dias de jogo: “O evento ocupa totalmente a atenção do público. Então, transmitir o jogo do Brasil nessa época não é oportunismo, mas sobrevivência”.
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Os dois espaços instalaram telões para transmitir os jogos. No Juramento foi feita a pintura da rua, para dar uma atmosfera de Copa do Mundo. Quanto aos cardápios, apenas o Forno da Saudade passou a vender apenas pizza individual nos dias de jogo. Sobre o faturamento, a percepção de Henrique é que o evento esportivo não fez muita diferença, apesar de os dias de semana serem melhores que um dia comum.