Malha Fina IR 2026: veja os 5 erros comuns que retêm sua declaração
Pequenos descuidos podem gerar grandes dores de cabeça; saiba como preencher corretamente e garanta sua restituição sem cair em inconsistências
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A Receita Federal está cada vez mais eficiente no cruzamento de dados, e qualquer inconsistência na sua declaração do Imposto de Renda 2026 pode levá-lo para a malha fina. Com o prazo final para a entrega se aproximando em 29 de maio de 2026, evitar erros não só garante a restituição no prazo, mas também evita multas que partem de R$ 165,74. Para ajudar você a fugir de problemas, listamos os cinco deslizes mais comuns que podem reter sua declaração.
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Os 5 principais erros que levam à malha fina
1. Omitir rendimentos
Este é um dos erros mais frequentes. Muitos contribuintes esquecem de declarar todos os rendimentos tributáveis, como salários de um segundo emprego, aluguéis recebidos, pensões alimentícias ou até mesmo rendimentos de investimentos. A Receita Federal cruza informações com empresas, bancos e imobiliárias, identificando facilmente qualquer omissão. A dica é reunir todos os informes de rendimentos de todas as fontes pagadoras antes de começar a preencher.
2. Informar despesas médicas incorretas
Gastos com saúde são dedutíveis, mas precisam ser declarados corretamente. Erros comuns incluem informar despesas de quem não é seu dependente, lançar valores que foram reembolsados pelo plano de saúde ou não possuir os recibos e notas fiscais que comprovem os pagamentos. Declare apenas o valor que você efetivamente pagou e guarde todos os comprovantes por, no mínimo, cinco anos.
3. Divergências na declaração de dependentes
Incluir um dependente na declaração exige atenção. Um erro clássico é quando dois contribuintes (pais separados, por exemplo) declaram o mesmo dependente. Além disso, é obrigatório informar todos os rendimentos do dependente, caso ele tenha, como salários de estágio ou pensão alimentícia. Combine com o outro responsável quem irá declarar o dependente e não se esqueça de incluir os rendimentos dele.
4. Erros na declaração de bens e direitos
A compra ou venda de um imóvel ou veículo precisa constar detalhadamente na declaração. Como regra geral, o erro mais comum é atualizar o valor do imóvel pelo preço de mercado por conta própria, o que é proibido; o valor informado deve ser sempre o de aquisição.
A única exceção a essa regra ocorre quando o contribuinte adere a programas oficiais do governo, como o REARP Lei nº 15.265/2025, que permite a atualização do valor de mercado mediante o pagamento de uma alíquota reduzida de 4% de imposto sobre o ganho. Fora dessa janela legal específica, mantenha estritamente o custo de aquisição na ficha "Bens e Direitos". Em caso de venda com lucro fora do programa, preencha corretamente o aplicativo de Ganho de Capital (GCAP) para recolher o imposto devido.
5. Erros de digitação
Um simples número errado pode causar um grande problema. Digitar um CNPJ da fonte pagadora incorreto, inverter um número no valor do rendimento ou esquecer uma vírgula pode gerar uma inconsistência que leva a sua declaração direto para a malha fina. Utilize a declaração pré-preenchida sempre que possível, pois ela já traz muitos dados corretos. Se preencher manualmente, revise cada campo com o máximo de atenção antes de enviar.
Preencher a declaração do Imposto de Renda exige cuidado, mas não precisa ser uma fonte de estresse. Ao revisar os pontos acima e garantir que todas as informações estão corretas e completas, você aumenta significativamente as chances de passar pela fiscalização sem problemas e receber sua restituição em dia.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.