Os comerciantes mineiros estão confiantes com o impacto do Dia das Mães nas vendas. Considerada o segundo período mais importante para o setor, perdendo apenas para o Natal, a data influencia as vendas de 98,5% das empresas varejistas do estado.

Cerca de 56% dos empresários acreditam que vão vender mais que em 2025, revela pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), enquanto 24% acreditam que o desempenho será igual e 18,6% que será pior.


A maioria (70,3%) dos que acreditam que a data vai superar o último Dia das Mães justifica com um vago otimismo/esperança, enquanto 20,1% fundamentam a avaliação no valor afetivo da data.

Já os pessimistas trazem justificativas mais palpáveis: baixa nas vendas do 1º trimestre (39,5%); consumidor mais cauteloso (27,6%); crise econômica (23,7%); endividamento do consumidor (19,7%); e mudança no governo (15,8%).

“O Dia das Mães segue sendo uma data de forte apelo emocional, o que ajuda a sustentar o consumo mesmo em um cenário de orçamento mais apertado. Além do valor afetivo, estratégias adotadas pelos empresários também são de extrema importância para atrair o consumidor como, por exemplo, as promoções e divulgação”, analisa Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG.

E entre as estratégias adotadas pelos comerciantes para “fisgar” os clientes estão justamente a propaganda (18,7%), as promoções/liquidações (18,3%) e a divulgação online (16,3%), aponta a pesquisa. Apesar do otimismo, a contratação de mão de obra temporária para as vendas desse Dia das Mães caiu de 5,5%, registrados no ano passado, para 5,2%.

Gabriela adverte que a cautela dos consumidores pode acabar sendo um entrave para as vendas, sobretudo em função do endividamento elevado das famílias e de um consumidor mais atento ao preço e ao planejamento das compras: “Isso explica por que o crescimento esperado nas vendas tende a se concentrar em tíquetes médios mais controlados e em modalidades de pagamento como o Pix e o cartão de crédito.” 

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Quanto ao tíquete médio por consumidor, que é o valor a ser gasto na data, a faixa que concentra a maioria das apostas dos comerciantes é entre R$ 100 e R$ 200 (resposta de 20,3%), acompanhada de perto pela faixa entre R$ 70 a R$ 100 (18,1%).

Reforçando a tradição de deixar tudo para a última hora, a grande maioria dos comerciantes (72,2%) espera que o pico de vendas ocorra na própria semana do Dia das Mães, enquanto 21,6% acreditam que as compras devem acontecer no início de maio.

O Pix deve dominar as formas de pagamento, com 28,5% das transações, seguido de perto pelo cartão de crédito à vista (28,3%), o cartão de crédito parcelado (27%) e o cartão de débito (10,7%).

Entre os empresários entrevistados, 52,3% realizam vendas pela internet, enquanto 47,7% ainda estão fora da rede. O WhatsApp centraliza as vendas pela internet, com 88,5% de preferência dos comerciantes, seguido pelo Instagram, usado por 46,2%.

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