CASO MASTER

"Não adianta pegar só peixe pequeno", diz Haddad sobre caso Master

Ex-ministro afirma que investigação deve alcançar responsáveis por fraude e pede esclarecimentos sobre alertas ignorados pela autoridade monetária

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que as investigações sobre o Banco Master devem avançar até a identificação de todos os responsáveis e questionou a atuação do Banco Central (BC) diante de alertas sobre o caso na gestão do antigo presidente do BC.

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Ele afirmou que não teve contato com decisões do BC favoráveis à instituição, mas cobrou explicações sobre a condução da supervisão. “Não tenho conhecimento de nenhuma medida do Banco Central favorável ao banco (Master) antes da gestão de Roberto Campos Neto, nem depois da gestão dele”, afirmou, nesta quarta-feira (15/4), em entrevista à CNN Brasil.

Haddad questionou a ausência de ações diante de alertas feitos por agentes do sistema financeiro. “A pergunta que precisa de uma resposta é por que o Banco Central ignorou os alertas durante anos sobre o comportamento de Daniel Vorcaro. Foi por omissão, incompetência ou engano?”, questionou.

“A delação não é o único caminho para chegar à verdade, a documentação desse caso é muito robusta e o país não pode ficar sem resposta”, disse. Ele acrescentou que a legislação atual exige a apresentação de provas nos acordos de colaboração.

O ex-ministro afirmou ainda que a apuração deve alcançar todos os níveis de responsabilidade. “Não adianta pegar só peixe pequeno, tem que ir no cerne da questão para saber o que aconteceu e para que nunca mais aconteça uma coisa dessas”, declarou.

Haddad também mencionou impactos sobre o sistema financeiro. “O Fundo Garantidor está comprometido”, disse, ao defender que o caso seja investigado até o fim. “Na vida pública, quando aparece um problema, deve-se ir até a última linha para esclarecer a opinião pública e punir quem de direito”, concluiu.

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*Estagiário sob a supervisão de Rafaela Gonçalves 

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