Efeito da guerra

Gasolina pressiona inflação de março em BH

Alta do IPCA-BH foi de 0,47% no mês passado, segundo dados da Fundação Ipead. Conserto de veículos e mão de obra também pressionaram custo de vida na capital

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A alta no preço da gasolina – estimulada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã – pesou na inflação de março em Belo Horizonte, mas não na proporção esperada. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de Belo Horizonte (IPCA-BH), divulgado nesta terça-feira (7/4) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), registrou aumento geral de 0,47%.

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De acordo com Eduardo Antunes, gerente de Pesquisa da Fundação Ipead, esse aumento não é expressivo para o mês de março, tanto que a inflação acumulada no ano (+1,53%) e nos últimos 12 meses (+3,5%) estão dentro das metas esperadas. Ele recorda que o desempenho da inflação em janeiro (+1,13%), abaixo da média, também contribuiu para regular o acumulado.



A gasolina comum ficou 2,13% mais cara em relação a fevereiro, se firmando como o segundo item que mais contribuiu para a inflação no mês. “A expectativa era de que a gasolina fosse pressionar muito mais”, disse Antunes, atribuindo o alívio às intervenções do governo federal, principalmente a fiscalização para evitar abusos nos reajustes. 



Entretanto, o item que mais pressionou a inflação em março foi conserto de veículo, que aumentou 9,33%. O gerente de Pesquisa atribui parte desse reajuste à alta demanda gerada pelo conserto de carros no período chuvoso. 



O terceiro item que mais pressionou a inflação na capital foi o aumento de 4,56% no custo da mão de obra de profissionais como pedreiros, marceneiros e eletricistas. De acordo com Antunes, esse movimento é comum para março, interpretado como um repasse dessas categorias profissionais de outros reajustes.


Já os itens que mais ajudaram a conter a inflação foram: streamings (-14,69%), que têm os planos com anúncio como contrapartida; automóvel novo (-0,7%), que, apesar do pequeno recuo de 0,7%, tem peso alto na composição do índice; e computador completo (-6,96%), que teve impacto da queda na cotação do dólar. 

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Alta no IPCR-BH foi de 0,77%


A Fundação Ipead também apurou o Índice de Preços ao Consumidor Restrito de Belo Horizonte (IPCR-BH), que considera o consumo das famílias com renda de até cinco salários mínimos. Em março, esse índice cresceu 0,77%. Já o IPCR-BH acumulado nos últimos 12 meses soma 3,29%.

Além das altas nos preços do automóvel e da gasolina comum, os itens que mais impactaram o IPCR-BH foram: óleo diesel (+9,78%), que ainda causa efeito cascata na alimentação e no transporte; carro usado (+1,58%); e leite (+4,51%). Já os itens que puxaram a inflação para baixo para essa faixa de renda, além do streaming e do computador, foram: maçã gala (-13,24%); perfume (-4,45%); e aparelho de som (-14,48%).

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