RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Ao menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul estão restringindo serviços públicos em razão de dificuldade para abastecer veículos com diesel, aponta levantamento divulgado nesta sexta-feira (20/3) pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

De acordo com a entidade, prefeitos estão priorizando o abastecimento de ambulâncias e outros serviços de saúde. Serviços que exigem maquinário pesado, como obras, e o transporte público estão sendo replanejados.

"Essa situação tende a se agravar se nenhuma medida de garantia do abastecimento for tomada. Temos o risco de que isso afete o transporte escolar e o transporte de pacientes para outras cidades. Vamos levar esses dados ao governador e reforçar a necessidade de buscarmos alternativas para garantir o pleno funcionamento dos serviços. Precisamos de respostas efetivas, especialmente por parte do governo federal", afirmou a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai (RS), Adriane Perin de Oliveira.

 Situação excepcional de risco

Nota técnica da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) diz que o mercado brasileiro passa hoje por "situação excepcional de risco" causada pela retração das importações após o início da guerra no Irã. O conflito jogou pressão sobre os estoques existentes no país e sobre a Petrobras, principal fornecedora do mercado interno.

Nos primeiros 17 dias de março, diz a agência, o volume de combustíveis importado caiu quase 60% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Brasil depende de importações para abastecer cerca de 30% do consumo de diesel e cerca de 10% do consumo de gasolina.

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A grade de ônibus em Novo Hamburgo (RS) foi alterada em razão da dificuldade de entrega de óleo diesel, segundo comunicado divulgado nesta sexta pela prefeitura. Na semana passada, a Prefeitura de São Leopoldo já havia anunciado redução da frota pela mesma razão.

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