Mais da metade da energia consumida em Minas Gerais já é negociada no mercado livre, modelo no qual grandes consumidores podem contratar eletricidade diretamente de geradores ou comercializadores. Em 2025, esse ambiente respondeu por 56,8% da demanda estadual, segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
No ano passado, o estado registrou consumo médio de 7.860 megawatts (MW), o terceiro maior do país. Desse total, 4.466 MW médios foram adquiridos no Ambiente de Contratação Livre (ACL), enquanto 3.394 MW médios permaneceram no mercado regulado, em que a energia é fornecida pelas distribuidoras.
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A participação do mercado livre em Minas supera a média nacional. Em todo o Brasil, esse modelo respondeu por cerca de 42% do consumo de energia em 2025, após crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior.
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No estado, a demanda no ambiente livre é puxada sobretudo por setores industriais com alto consumo energético. A indústria de metalurgia e produtos de metal lidera o consumo nesse mercado, com média de 1.471 MW, seguida pela extração de minerais metálicos, responsável por 944 MW médios.
O peso da economia mineira no setor energético também se reflete no cenário nacional. Minas Gerais integra o grupo formado por quatro estados, ao lado de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, que concentram mais da metade (52%) do consumo de eletricidade do país.
O estado também se destaca na geração de energia limpa. De acordo com a CCEE, 99,4% da energia produzida em Minas em 2025 teve origem em fontes renováveis, como hidrelétricas e usinas solares. A geração média alcançou 6.725 MW ao longo do ano.
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A expansão da capacidade instalada também reforça essa posição. O estado acrescentou 1.324 MW ao sistema no último ano, atingindo 24.340 MW de potência instalada. O principal destaque é a energia solar: Minas se consolidou como líder nacional no segmento, com 8.659 MW de capacidade fotovoltaica e geração média de 1.531 MW a partir dessa fonte.
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O movimento de migração para o mercado livre também avançou em 2025. Ao longo do ano, 1.743 consumidores aderiram ao modelo em Minas Gerais, colocando o estado entre os três com maior número de novas adesões no país.
