Gás, indução ou elétrico: qual o fogão mais econômico para sua cozinha?
Análise completa dos custos de aquisição e de uso a longo prazo de cada modelo; descubra qual deles pesa menos no seu bolso ao final do mês
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A escolha entre um fogão a gás, por indução ou elétrico deixou de ser apenas uma questão de preferência e se tornou um ponto central no planejamento do orçamento doméstico. Com a alta no preço do botijão de gás, muitos consumidores buscam alternativas para cozinhar que pesem menos no bolso ao fim do mês. A resposta, no entanto, depende da análise de dois fatores: o custo de aquisição do aparelho e o gasto contínuo com seu uso, que varia significativamente dependendo da sua região.
Cada modelo apresenta uma realidade financeira distinta. O fogão a gás tradicional costuma ter o menor preço de compra, sendo a opção mais acessível para o investimento inicial. Porém, seu custo de operação está diretamente ligado ao valor do gás de cozinha (GLP), que sofre variações constantes e tem impactado o orçamento das famílias.
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Além do preço do botijão, a eficiência energética do fogão a gás é menor, com cerca de 40% a 55% do calor da chama sendo efetivamente aproveitado. O restante se perde no ambiente, o que significa que, na prática, o cozimento pode levar mais tempo e consumir mais combustível do que o necessário.
A eficiência do fogão por indução
O fogão por indução representa o maior investimento inicial. Além do valor do cooktop ser mais elevado, ele exige o uso de panelas com fundo de material ferromagnético, o que pode representar um custo extra. Em contrapartida, é o campeão em eficiência energética, aproveitando até 85% da energia gerada. A tecnologia de indução gera calor diretamente no fundo da panela, sem desperdício, o que acelera o preparo dos alimentos e reduz o consumo de eletricidade durante o uso.
Essa alta eficiência, no entanto, não garante que ele será a melhor opção em termos de custo-benefício. A economia real dependerá diretamente do preço do quilowatt-hora (kWh) em sua região. Em locais com energia elétrica mais cara, o custo operacional de um fogão por indução pode, inclusive, superar o de um fogão a gás, mesmo sendo mais eficiente.
O alto consumo do fogão elétrico
O fogão elétrico, que funciona com resistências que aquecem uma placa de vitrocerâmica, aparece como uma opção intermediária no preço de aquisição. No entanto, ele é conhecido por ser o que mais consome energia elétrica. O processo de aquecer a resistência para depois transferir o calor para a panela é lento e o menos eficiente entre os três, resultando em um gasto maior na conta de luz na maioria dos cenários.
Qual a melhor opção?
Afinal, qual é a melhor escolha? A resposta não é única e depende do seu bolso e da sua localidade. O fogão por indução, apesar de sua alta eficiência, pode ter um custo operacional elevado em regiões com energia elétrica cara. O fogão a gás, embora menos eficiente, pode representar uma economia significativa no gasto mensal em locais onde o GLP é mais acessível em comparação com a eletricidade. O modelo elétrico convencional, por sua vez, tende a ser a opção mais dispendiosa na maioria dos casos. A recomendação é que o consumidor pesquise o preço do botijão de gás e o valor do kWh em sua cidade para calcular qual aparelho trará mais economia a longo prazo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.