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Dia do Cachorro-Quente: veja a história por trás de um clássico de BH

Com molho de tomate "pedaçudo", pão fofinho e muita batata palha, o cachorro-quente do Café Nice é um dos mais tradicionais na capital mineira, apesar de ter "explodido" há pouco tempo

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Clássico do fim de noite, o cachorro-quente tem origem incerta. Há quem associe o surgimento do sanduíche à Alemanha, enquanto outros apostam que se deu nos Estados Unidos. De uma forma ou de outra, é inegável que o item tornou-se símbolo da gastronomia norte-americana e foi difundido mundialmente. Não por acaso, ganhou uma data para chamar de sua. Hoje (9/9), celebramos o Dia Mundial do Cachorro-Quente.

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No Brasil, assim como outras tantas receitas, a exemplo das pizzas,ele foi incrementado com uma série de ingredientes. Batata palha, molho de tomate, legumes diversos, milho, ervilha, queijo parmesão e até o polêmico purê de batata aparecem em versões “abrasileiradas” do bom e velho “hot-dog”.




Em Belo Horizonte, um clássico quando o assunto é o sanduíche recheado com salsicha é o Café Nice. A casa localizada no Centro da capital mineira coleciona quase 90 anos de existência. Vendendo cachorro-quente, o estabelecimento já conta mais de meio século.



“Até o começo da década de 1970, o Café Nice tinha mesas com cadeiras além do balcão. Naquela época, os lanches tradicionais eram broa de fubá, broa de milho, café com leite, etc. Depois meu irmão fez uma reforma, tirou as mesas e mudou o cardápio”, explica Renato Moura Caldeira, à frente da casa. Ainda de acordo com ele, com a mudança de menu, itens como o misto quente, ou hambúrguer e o cachorro-quente passaram a ser servidos no Nice.


Apesar de colecionar anos de casa, o cachorro-quente nem sempre foi o grande sucesso do café. Na verdade, foi amplamente difundido há pouco tempo – apesar de que já era, para muitos clientes específicos, o melhor da cidade.




“Há uns dois anos, um influenciador de gastronomia chegou aqui e pediu uma indicação do que pedir ao meu irmão [o Tadeu Moura Caldeira, também dono do estabelecimento]. Meu irmão contou que, quando éramos crianças, íamos comer cachorro-quente na Lojas Americanas, que fazia o mais famoso da cidade, e disse também que muitos clientes estavam considerando o nosso sanduíche o melhor de BH atualmente”, conta.



Convencido por Tadeu, o influenciador pediu o cachorro-quente, gravou um vídeo elogiando e fez com que o item tivesse a venda duplicada em apenas uma semana. “No ano passado ele gravou outra vez e as nossas vendas triplicaram”, recorda Renato, ressaltando que, em determinados dias, os insumos chegam a acabar.

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Por lá, o item leva, além da salsicha inteira, um molho de tomate bem pedaçudo, feito com pimentão, cebola e o tomate em si. Um grande diferencial certamente é a batata palha, que é feita na casa. O pão fofinho é o clássico de cachorro-quente, e chega no Café Nice semanalmente. O item de sucesso é vendido na tradicional lanchonete a R$ 11.


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