Bistrô com 16 anos em Casa Branca (MG) tem nova fase na capital mineira
Casal à frente do Abóbora Bistrô trocou, no último ano, a Serra do Rola Moça pela Serra do Curral
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O acaso, ou melhor, o convite de um amigo foi o que levou Carmelita Chaves a se encantar pela cozinha. Ela saiu da área de publicidade para se dedicar à carreira de autora, no entanto, caiu no seu colo a oportunidade de abrir um restaurante. “Entrei nessa para ajudar um amigo que tinha que abrir um negócio, ele me convenceu porque todo mundo que ia até a minha casa falava que eu tinha que abrir um restaurante”, recorda.
Esse amigo em questão acabou ficando pouco tempo na operação, e Carmelita assumiu a casa sozinha. “Já havia me preparado, feito alguns cursos”. E, assim, entre mudanças de espaço, o Abóbora Bistrô de Carmelita e seu marido, Tunico Caldeira, se estabeleceu por 16 anos em Casa Branca, distrito rural de Brumadinho (MG).
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Dificuldades com mão de obra fizeram com que, no último ano, o casal optasse por mudar para BH – onde já moraram anos antes. "Voltamos ano passado e começamos a operar no início deste ano em uma casa nossa no Bairro Funcionários. De 150 pessoas, passamos a atender 30. Justamente pela questão da mão de obra, preferimos uma estrutura reduzida”, explica a chef Carmelita.
Por dentro do cardápio
Com a operação menor, evidentemente o menu também foi reduzido. “Adaptei o cardápio que era muito grande, trazendo carros-chefe da casa”. Talvez o maior sucesso seja a costelinha marinada no molho de goiabada e servida com arroz de alho e couve frita (R$ 86) – receita da avó de Carmelita.
Opções clássicas como o tropeiro feito com carne de lata, linguiça, costelinha, couve, ovo e torresmo, servido com arroz (R$ 59); ou o frango com quiabo com arroz e angu (R$ 56) são ideais para um almoço simples e saboroso por lá.
Para beber
Quem assina a carta de drinques da casa é Tunico Caldeira. “Quando a carmelita se aprofundou na culinária, comecei a ver que o paladar era excepcional e que os drinques às vezes ficavam aquém. Me esforcei para que as pessoas passassem a ir ao Abóbora não só pelas comidas, mas também pela bebida”, explica.
Esse trabalho de aprimoramento de 15 anos nos traz para os dias de hoje, em que Tunico explora sabores clássicos e outros mais autorais. Um dos coquetéis que mais chama a atenção é o Cuba Libre de Cancún (R$ 32), que une o rum, o limão e a Coca com toque de menta, especiarias e licor de café.
O mix de limões (com tahiti, siciliano e capeta) feito por ele também tem o toque sutil de especiarias que faz toda a diferença. Ele pode ser mesclado com vodca (a partir de R$ 32), gim (R$ 37), cachaça ou rum (R$ 32).
Funcionamento
A casa abre apenas no almoço, de quarta a domingo. Carmelita, entretanto, destaca que também trabalham com eventos fechados, que podem acontecer em qualquer dia da semana depender da demanda do cliente. "Atendemos eventos maiores ou mesmo pequenos grupos que desejem, por exemplo, fazer uma reunião com mais privacidade".
Serviço
Abóbora Bistrô
Rua Maranhão,1157, Funcionários
(31) 98728-5735
De quarta a sexta, das 11h30 às 14h30
Sábado e domingo, das 11h30 às 15h
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima