Fazer o hóspede se sentir em casa não é tarefa fácil. Ainda mais quando se trata de um hotel, como o Clara Arte, que oferece diárias (a partir de R$ 2.419,62) com pensão completa, começando pelo café da manhã, seguindo para o almoço, chegando ao chá da tarde e finalizando no jantar. Por isso, a CEO e chef Taiza Krueder preza por uma comida saborosa, nutritiva e sem muitas firulas.


“Quando você vem para o Clara, vai comer só aquilo que eu te der. Se fizer uma comida muito pesada, ou muito gastronômica, o hóspede não aguenta. Então, temos que balancear a comida para você se sentir bem e voltar”, aponta Taiza, que cuida pessoalmente de todos os cardápios.

O hotel é cercado por arte, incluindo o amplo salão do restaurante Leandro Couri/EM/D.A Press
Taiza Krueder preza por uma comida saborosa, nutritiva e sem muitas firulas Leandro Couri/EM/D.A Press
'As pessoas gostam da autonomia, da rapidez e da flexibilidade do bufê', observa Taiza Krueder Leandro Couri/EM/D.A Press
Do bar, saem drinques com e sem álcool, como o Clara Spritz, com prosecco, e o Hibisco Fizz, à base de água com gás Leandro Couri/EM/D.A Press
O bufê do almoço e do jantar se divide entre frios, quentes e sobremesas, com uma enorme variedade de pratos Leandro Couri/EM/D.A Press
O fogão a lenha leva mais da cultura mineira para o bufê do Clara Arte Leandro Couri/EM/D.A Press
Pão de queijo não pode faltar no café da manhã Leandro Couri/EM/D.A Press
Em forma de cozinha-show, o serviço à la carte tem pratos como camarão com purê de batata-baroa Leandro Couri/EM/D.A Press
O bolo de coco pode ser servido tanto no café da manhã quanto de sobremesa no jantar Leandro Couri/EM/D.A Press
A rabanada é uma receita da avó da CEO e chef do Clara Arte, Taiza Krueder Leandro Couri/EM/D.A Press
A pamonha assada é um dos destaques entre as receitas doces do café da manhã Leandro Couri/EM/D.A Press


Como ela explica, o bufê serve uma comida do dia a dia com um toque gastronômico, refletindo a hotelaria “calorosa, amigável e sem frescura” que o grupo se propõe a oferecer. Há sempre opções para diferentes restrições alimentares (a equipe também está disponível para atender a pedidos específicos).


A cozinha dá prioridade a ingredientes locais e frescos, incluindo o que se colhe de ervas e folhagens na horta orgânica do hotel. “Não quer dizer que a gente não traga um azeite trufado ou um curry, por exemplo, mas a gente dá preferência ao que temos na região”, citando, obviamente, os queijos mineiros.


Para Taiza, não podem faltar no café da manhã suco verde e pão na chapa. “Pão na chapa para mim é memória afetiva. Como meus pais tinham um restaurante, a gente saía cedinho de casa, parava em uma lanchonete, comia pão na chapa de café da manhã e depois eu ia para a escola.” Outros itens indispensáveis são pão de queijo, ovos em pontos diferentes (separados por tempo de cozimento), além de tapioca e omelete preparados na hora.


Entre as receitas doces, os destaques são a pamonha assada (veja a receita na próxima página) e a rabanada da avó da chef de Santos. “Nunca entendi aquela coisa de esperar o fim de semana para ter uma comida gostosa. Por que só tem que ter rabanada no Natal? Aqui tem todos os dias.”

Comida à vontade


No almoço, o bufê se divide entre pratos frios, quentes e sobremesas. Além da grande variedade de saladas, havia no dia da visita itens como costelinha, canelone de frango com molho pesto, arroz carreteiro, farofa de linguiça e o inusitado brócolis frito, que fica bem tostado e crocante. Outros pratos se alternam ao longo da semana, entre eles churrasco, comida baiana e feijoada. Apenas o Cantinho Mineiro, no fogão a lenha, é fixo, servindo, por exemplo, torresmo, frango com quiabo e vinagrete de couve.

O bufê exige uma enorme variedade de pratos

Leandro Couri/EM/D.A Press
 


Entre o almoço e o jantar, entra em cena a mesa do chá da tarde, com uma seleção de quitutes que pode variar entre pão de queijo, choux com doce de leite, bolinho de chuva, bolo de coco e queijo com goiabada. Voltando ao bufê, o que aparece de diferente no jantar são as pizzas. De vez em quando, eles organizam uma noite árabe. Fora isso, cestas de frutas ficam espalhadas pelas áreas comuns do hotel.


A área das bebidas segue a lógica do autosserviço. O hóspede pode fazer o seu próprio suco de laranja jogando as frutas dentro da máquina que descasca e espreme em segundos. Café e outras bebidas quentes estão a um botão da xícara, assim como vinho e sorvete.

“Acredito muito na independência e na autonomia das pessoas. É como se fosse na minha casa. Quando você chega, mostro a geladeira, as frutas e te deixo à vontade.” As bebidas sem álcool consumidas nas refeições estão incluídas na diária.


Do bar, saem drinques criados pela filha de Taiza, Cristina, para o Clara Arte, mas que acabaram sendo replicados nas outras unidades. O que leva o nome do hotel – Clara Spritz (R$ 48) – combina prosecco, limão siciliano, licor de flor de sabugueiro e erva-cidreira. Já a Caipirinha da Taiza (R$ 60) é uma mistura de cachaça, tangerina, limão taiti e rapadura.

Cardápio inclusivo


A proposta de Taiza é sempre mesclar o bufê com o à la carte, servido em forma de cozinha-show, ou seja, o cozinheiro prepara o prato na hora e na frente do cliente. Em um dia, podem ser oferecidos ancho com purê de batata-baroa e hambúrguer.


“As pessoas gostam da autonomia, da rapidez e da flexibilidade do bufê. A mãe come mais cedo com a criança e vem comer mais tarde com o marido. Assim fica muito fácil, por isso que dá certo, mas sempre combino com pratos feitos na hora. Acho que só o bufê também cansa”, analisa.


A chef percebe que a estratégia funciona pelo retorno da recepção. “É muito comum as pessoas pedirem extensão de diária e vão ficando. Vêm para ficar quatro dias e ficam cinco, seis.” Taiza conta o caso de uma família que ia se hospedar durante as festas de fim de ano e acabou passando o mês de janeiro inteiro. “Se você não tem uma gastronomia muito inclusiva, as pessoas não ficam.”


Só durante o dia

Não só os hóspedes podem usufruir da gastronomia do Clara Arte. O hotel oferece pacotes de “day use”, o que costuma ser uma boa opção para quem mora em Belo Horizonte. A pessoa para o carro no estacionamento, coloca a pulseira no braço e tem livre acesso tanto ao Inhotim quanto às dependências do hotel.

O pacote com entrada às 8h e saída às 18h, incluindo café da manhã, almoço, lanche da tarde, bebidas sem álcool nas refeições e monitoria infantil, custa R$ 500 para adultos e R$ 390 para crianças de três a 11 anos. Crianças de até dois anos não pagam. Se a saída for às 22h, os valores passam para R$ 755 (adultos) e R$ 605 (crianças de três a 11 anos). O hotel cobra 10% de taxas em todos os pacotes.


Anote a receita: Pamonha assada

A pamonha assada chama a atenção pela cremosidade

Leandro Couri/EM/D.A Press
 

Ingredientes

  • 3 latas de milho-verde escorridas;
  • 6 ovos em temperatura ambiente;
  • 1 xícara (240ml) de leite integral;
  • ½ xícara (120 ml) de leite de coco;
  • 50g de manteiga sem sal derretida e levemente morna;
  • 2 latas (395g cada) de leite condensado;
  • 1 colher de sopa de fermento químico em pó.

Modo de fazer

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  • Pré-aqueça o forno a 160°C por pelo menos 10 minutos.
  • Unte uma forma média (aproximadamente 22cm a 24cm de diâmetro) com manteiga e polvilhe levemente com farinha de trigo ou açúcar.
  • Escorra bem o milho, descartando toda a água da conserva.
  • No liquidificador, adicione o milho, os ovos, o leite integral, o leite de coco, a manteiga derretida e o leite condensado.
  • Bata por cerca de 2 a 3 minutos, até obter uma mistura lisa e homogênea.
  • Acrescente o fermento químico e bata rapidamente apenas para incorporar (cerca de 10 segundos).
  • Despeje a massa na forma preparada, nivelando suavemente a superfície.
  • Leve ao forno pré-aquecido e asse por aproximadamente 1 hora, ou até que a superfície esteja levemente dourada e firme ao toque.

Serviço


Clara Arte (@clararesorts)
Rua B, 1500, Povoado Inhotim – Brumadinho
(16) 2108-0788

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