Ouro na comida: entenda a moda de usar o metal em pratos de luxo
De bifes a sobremesas, o ouro comestível virou febre; saiba de onde vem, como é produzido e se ele realmente tem algum sabor ou faz mal
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Ver ouro em um prato de comida se tornou um símbolo de luxo e extravagância em restaurantes de alto padrão pelo mundo. De bifes folheados a sobremesas reluzentes, o metal precioso virou um ingrediente disputado que desperta tanto curiosidade quanto polêmica. A verdade é que o uso do ouro para decorar alimentos não é uma novidade, mas a prática ganhou força e visibilidade com a exposição nas redes sociais.
Essa tendência transforma refeições em experiências de ostentação, onde o valor está mais no impacto visual do que no sabor. Mas, afinal, o que é esse ouro que se pode comer? Ele é seguro? E, principalmente, tem algum gosto?
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O que é o ouro comestível?
O ouro utilizado na culinária é diferente daquele encontrado em joias. Para ser seguro para o consumo, ele precisa ter uma pureza de 24 quilates (ouro puro), livre de impurezas ou da mistura com outros metais que poderiam ser tóxicos. Ele é biologicamente inerte, o que significa que o corpo humano não o absorve. O metal simplesmente passa pelo sistema digestivo sem causar danos nem deixar resíduos.
Na União Europeia, por exemplo, o ouro comestível é registrado como um aditivo alimentar sob o código E175. Sua produção envolve um processo de martelagem e laminação extremamente minucioso, que transforma uma pequena quantidade do metal em folhas finíssimas, com espessura de apenas alguns micrômetros, ou em um pó delicado.
Sabor, cheiro e valor nutricional
A resposta para a maior das curiosidades é simples: não. O ouro comestível é praticamente insípido — embora possa ter um levíssimo sabor metálico quando provado sozinho, esse sabor é imperceptível quando aplicado em alimentos—, inodoro e não possui qualquer valor nutricional. Seu uso na gastronomia é puramente estético. O objetivo é criar uma apresentação impactante e agregar um valor percebido de exclusividade ao prato.
A experiência de comer ouro está ligada ao status e à sensação de consumir algo raro e valioso. Ele serve como um elemento de marketing para chefs e restaurantes que buscam atrair um público disposto a pagar caro por uma refeição memorável e, claro, altamente "instagramável".
Como o ouro é aplicado nos pratos
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Folhas: são usadas para cobrir completamente alimentos, como o famoso bife de ouro, ou para criar detalhes delicados em chocolates e doces finos.
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Flocos: pedaços pequenos e irregulares que são espalhados sobre sobremesas, saladas ou pratos principais para dar um toque de brilho e sofisticação.
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Pó: ideal para ser misturado em bebidas, como coquetéis e champanhes, criando um efeito cintilante, ou para ser pulverizado sobre pratos finalizados.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.