Antonio Banderas dará vida ao conquistador espanhol Hernán Cortés em uma produção cinematográfica dedicada à conquista do México. Intitulado "Cortés", o longa terá o ator, indicado ao Oscar por sua atuação em "Dolor y gloria", como protagonista.
A direção será conduzida pelo francês Paul Mignot, e a estreia está programada para 2027, conforme informações divulgadas pela revista norte-americana "Variety".
A novidade foi anunciada na última segunda-feira, 12 de outubro, durante a Festa Nacional da Espanha, celebração que remete à chegada de Cristóvão Colombo ao continente americano, em 1492. A história retratada no filme começa em 1519, quando Hernán Cortés parte de Cuba à frente de uma expedição com destino à região de Yucatán. A campanha militar marcou o início do processo que culminou na conquista do Império Asteca.
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Segundo a sinopse, Hernán Cortés chega à costa do atual México, onde encontra Marina, personagem indígena que ficou conhecida na história como Malinche. Escravizada e dotada de grande habilidade linguística, ela desempenha um papel fundamental na expansão espanhola pelo território. Ao longo da narrativa, o conquistador utiliza alianças instáveis, crenças religiosas e o medo para consolidar seu poder.
Enquanto isso, Marina acompanha sua transformação de aventureiro estrangeiro em uma figura que passa a se apresentar como um enviado divino.
Inteligência artificial como recurso para viabilizar o filme
O roteiro de "Cortés" é assinado por Nicholas Kazan, filho do cineasta Elia Kazan e pai da atriz Zoe Kazan. Indicado ao Oscar pelo trabalho em "O Reverso da Fortuna", o roteirista tenta tirar o projeto do papel há mais de 30 anos. Durante esse período, a dimensão da história e os custos necessários para produzi-la dificultaram sua realização.
A solução encontrada envolve uma parceria entre a Utopai Studios e a Ex Machina Studios, duas empresas que apostam na tecnologia para ampliar as possibilidades de produção cinematográfica. A primeira utiliza recursos de inteligência artificial para lidar com limitações financeiras e desafios de escala, mantendo a participação criativa dos responsáveis pelo filme. Já a Ex Machina Studios, fundada em janeiro deste ano, pretende incorporar essas ferramentas ao cinema de maneira responsável e alinhada às propostas artísticas de cada obra.
A produção começou em Paris, e novas etapas de filmagem estão previstas para a Espanha. Para Cecilia Shen, cofundadora e diretora executiva da Utopai Studios, a presença de Antonio Banderas contribui para dar profundidade humana à história. Ela também revelou que o projeto foi uma das motivações para a criação da companhia.
Marco Weber, responsável pela Ex Machina Studios, destacou a capacidade do ator de representar um Hernán Cortés com diferentes camadas de personalidade, combinando força, complexidade e humanidade.
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O desenvolvimento do longa acontece em meio ao debate sobre o uso da inteligência artificial em Hollywood. A adoção dessas ferramentas continua provocando discussões sobre seus limites e as possíveis consequências para atores, roteiristas e outros profissionais do cinema, especialmente em relação à preservação da criatividade humana e às condições de trabalho na indústria.
