Glória Menezes marcou a história da televisão brasileira com personagens que vivem na memória afetiva do público. De mocinhas complexas a vilãs inesquecíveis, sua versatilidade e talento a consagraram como uma das maiores atrizes do país. Relembrar seus papéis mais icônicos é fazer uma viagem por momentos marcantes da teledramaturgia nacional.
Lara, Diana e Márcia em ‘Irmãos coragem’
Na trama de Janete Clair de 1970, Glória Menezes viveu o desafio de interpretar três papéis distintos: a tímida Lara, a exuberante Diana e a enigmática Márcia. As três eram personas distintas de uma mesma mulher que sofria de transtorno dissociativo de identidade.
A performance tripla é até hoje um marco na história das novelas, demonstrando sua incrível capacidade de composição. A atuação de Glória foi fundamental para o sucesso da produção, que revolucionou a linguagem do gênero e solidificou seu nome entre os grandes talentos da época.
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Ana Preta em "Pai herói"
Em 1979, Glória Menezes interpretou Ana Preta, uma ex-prostituta e dona de uma casa de samba que se apaixona pelo protagonista. A personagem, forte e carismática, quebrou tabus e conquistou o público com sua história de superação e busca pela felicidade.
O papel destacou-se pela humanidade e pela química com Tony Ramos, que vivia o protagonista André Cajarana, tornando a novela um grande sucesso de audiência.
Roberta Leone em “Guerra dos sexos”
Na primeira versão da novela, exibida em 1983, Glória Menezes viveu a marcante Roberta Leone. Na comédia escrita por Silvio de Abreu, a personagem é uma mulher de temperamento forte, de origem humilde, que se casou com um industrial em ascensão, mas fica viúva no início da trama, e enfrenta uma série de problemas para assumir o controle da fábrica de confecções do marido.
Ela contracenou com o marido, Tarcísio Meira (que fazia o personagem Felipe), mas terminou a trama com o motorista Nando, vivido por Mário Gomes.
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Laurinha Figueroa em "Rainha da sucata"
Interpretando a socialite falida Laurinha Figueroa em 1990, Glória Menezes criou uma das vilãs mais memoráveis da televisão. Elegante, irônica e cruel, ela infernizava a vida da protagonista Maria do Carmo, vivida por Regina Duarte, com um desprezo que se tornou icônico.
A personagem é lembrada por suas frases de efeito e por um final trágico e impactante, em uma atuação que rendeu à atriz diversos prêmios e consolidou sua maestria.
Irene Fontini em "A Favorita"
Na novela de João Emanuel Carneiro, de 2008, Glória interpretou Irene, uma mulher sofisticada e de bom coração que se vê no centro de uma trama de mentiras. Culta, elegante, sofisticada, discreta e profundamente ética, casou-se com Gonçalo (Mauro Mendonça) apesar de ter sido apaixonada pelo líder trabalhista Copola (Tarcísio Meira).
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Ela era avó de Lara, interpretada por Mariana Ximenes. Irene representava a bússola moral da narrativa, sendo uma das maiores vítimas das armações da vilã Flora.
