Celso Moreira faz show gratuito na Fundação de Educação Artística
Violonista toca repertório dos discos "Autoral" e "Cenas brasileiras", pianista Túlio Mourão faz participação especial na apresentação
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Natural de Guanhães, no Vale do Rio Doce, o violonista, guitarrista e compositor mineiro Celso Moreira, aos 75 anos, tem trajetória de mais de 40 anos na música. Ele celebra a caminhada neste sábado (8/8), com show gratuito na Fundação de Educação Artística.
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A discografia do violonista é composta por dois álbuns, “Autoral” (2007) e “Cenas brasileiras” (2011), além de DVD gravado em 2014 intitulado “Celso Moreira”. Acompanhado dos músicos André Limão Queiroz (bateria), Aloízio Horta (contrabaixo) e Gustavo Figueiredo (teclado), ele apresenta composições autorais inspiradas na MPB, jazz e na música mineira. O pianista Túlio Mourão faz participação especial no show.
“Toco com eles há muitos anos. Com o Limão, por exemplo, desde que formei o meu primeiro trio, há mais de 30 anos que me apresento com ele. Com o Gustavo Figueiredo tenho parceria de mais de 20 anos. O Aloízio conheço há menos tempo, uns 5 anos, mas já tocamos muitas vezes juntos. São músicos maravilhosos”, conta Celso Moreira.
O violonista tem longa parceria musical com Milton Nascimento. Ele participou da gravação de “Missa dos Quilombos” ao lado de Bituca, em 1982, quando conheceu Túlio Mourão. “Já toquei muito com o Milton. Rodamos algumas capitais aqui no Brasil com o ‘Missa dos Quilombos’ e o Túlio era o tecladista. Mas essa foi a última vez que tocamos juntos, tão antigo que até Pedro Álvares Cabral esteve no show”, brinca.
Celso Moreira passou a se interessar pela música quando ainda era criança, por influência do pai, que tocava violão e era apaixonado por música, mesmo que como um passatempo. Quando começou e escolheu um instrumento, escolheu a bateria, mas trocou para violão tempo depois.
“Comecei a tocar com uns amigos e criamos um quarteto, tocávamos músicas da época, Beatles e Rolling Stones, tudo da Jovem Guarda. Eu tinha por volta de 11 anos de idade e chegamos a nos apresentar em um programa no Rio de Janeiro”, conta.
Em 1968 se mudou para Belo Horizonte, ao lado do irmão Juarez Moreira, onde conheceu Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso e Milton Nascimento. Estudou harmonia e improvisação com Nelson Farias e Sérgio Benvenutu e se tornou professor.
“O Juarez tem uma personalidade mais expansiva que a minha, ele conheceu primeiro todo mundo que conheci no mundo da música, porque ele esteve lá primeiro. Fomos nos conhecendo, ficando amigos e eles sempre deram a maior força para continuarmos na música”.
O violonista conta que tem composições com letras de Fernando Brant, Murilo Antunes e Paulinho Pedra Azul. A ideia para o futuro é criar um novo projeto com as canções.
SHOW GRATUITO CELSO MOREIRA
Neste sábado (8/8), às 20h, na Fundação de Educação Artística (Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso no site da Fundação de Educação Artística e na bilheteria do teatro.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice