5 filmes de Luiz Carlos Barreto que mudaram o cinema no Brasil
De 'Vidas Secas' a 'Dona Flor', o produtor foi peça-chave em obras icônicas; relembre clássicos que você talvez não saiba que tiveram o dedo dele
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A morte do produtor e cineasta Luiz Carlos Barreto, na madrugada desta quarta-feira (22), aos 98 anos, marca o fim de uma era para o cinema brasileiro. Considerado um dos arquitetos da cinematografia nacional moderna, Barreto esteve por trás de dezenas de produções que definiram gerações e levaram a cultura do Brasil para o mundo. Sua trajetória confunde-se com a própria história da sétima arte no país.
Nascido em Sobral, no Ceará, ele iniciou a carreira como fotógrafo e repórter, mas foi na produção cinematográfica que encontrou sua verdadeira vocação. Ao lado de sua esposa e parceira de vida por mais de 70 anos, Lucy Barreto, fundou a LC Barreto Produções, empresa fundamental para a indústria audiovisual. Com nomes como Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, foi uma figura central no Cinema Novo, movimento que revolucionou a linguagem e a temática dos filmes brasileiros a partir da década de 1960.
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Quais os filmes mais importantes de Luiz Carlos Barreto?
Sua filmografia é extensa e diversa, incluindo desde dramas densos baseados em clássicos da literatura até comédias que arrastaram multidões aos cinemas. Selecionar apenas alguns títulos é um desafio, mas certas obras se destacam por seu impacto cultural, sucesso de bilheteria ou relevância histórica. Relembre cinco produções fundamentais que contaram com a genialidade de Barreto.
"Vidas secas" (1963)
Baseado na obra-prima de Graciliano Ramos, este filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos é um dos pilares do Cinema Novo. Barreto atuou como diretor de fotografia, criando uma estética árida e realista que traduziu perfeitamente o ambiente do sertão nordestino. A produção foi aclamada internacionalmente e consolidou uma nova forma de fazer cinema no Brasil.
"Dona Flor e seus dois maridos" (1976)
Um fenômeno que deteve o recorde de filme brasileiro mais visto nos cinemas por 34 anos, sendo superado apenas em 2010. Dirigido por Bruno Barreto, filho de Luiz Carlos, a adaptação do romance de Jorge Amado imortalizou Sônia Braga no papel principal. A produção de Barreto foi crucial para transformar a história em um sucesso popular que equilibrava comédia, sensualidade e elementos da cultura baiana.
"Bye bye Brasil" (1979)
Dirigido por Cacá Diegues, o filme é um retrato afetuoso e melancólico de um Brasil em transformação. A trama acompanha a Caravana Rolidei, uma trupe de artistas mambembes que viaja pelo interior do país e percebe seu mundo desaparecer com a chegada da televisão. A produção captura as contradições e a riqueza cultural de um país continental.
"Memórias do cárcere" (1984)
Outra adaptação de Graciliano Ramos, desta vez dirigida por Nelson Pereira dos Santos e produzida por Barreto. O longa narra a experiência do escritor na prisão durante o Estado Novo. É uma obra densa e politicamente potente, que exigiu um enorme esforço de produção e se tornou um marco pela sua coragem e reconstituição histórica.
"O que é isso, companheiro?" (1997)
Dirigido por Bruno Barreto, o filme narra o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969, por grupos de resistência à ditadura militar. A produção de Luiz Carlos Barreto deu ao longa um alcance internacional, que culminou na indicação ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, colocando novamente o cinema brasileiro em evidência mundial.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.