Tulé Peake, diretor de arte e cenógrafo de filmes como "Cidade de Deus", "Tropa de Elite" e "Ensaio sobre a Cegueira", morreu na terça-feira (9/6), vítima de infarto fulminante. Ele tinha 69 anos.

Natural de São Paulo, onde nasceu em 1957, Peake se formou em Arquitetura pela Faculdade Braz Cubas e começou na publicidade nos anos 1970, assinando a direção de arte de mais de mil comerciais antes de migrar para o cinema. A estreia no audiovisual ocorreu em 1997, com "Os Matadores", de Beto Brant, abrindo uma trajetória de quase três décadas no setor.

Ao longo da carreira, também assinou produções como "Domésticas", "Casa de Areia", "A Suprema Felicidade" e "Serra Pelada". Pelos trabalhos, conquistou múltiplas vitórias no Prêmio ABC de Melhor Direção de Arte, o Prêmio Grande Otelo em 2009 por "Ensaio sobre a Cegueira" e o Kikito de Melhor Direção de Arte no Festival de Gramado em 2019, pelo longa "Veneza", de Miguel Falabella.

Miguel Falabella foi um dos primeiros a se manifestar após a morte do amigo. "Um colaborador de ouro para qualquer diretor, vestindo com exuberância todas as nossas fantasias", escreveu Falabella nas redes sociais. Ele disse ainda ter criado um verbo em homenagem ao colega: "É preciso ‘tulesar’ esse ambiente."

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Nos últimos anos, Peake havia ampliado a atuação para séries de televisão e streaming, com trabalhos em "Betinho – No Fio da Navalha", "Arcanjo Renegado", "Pico da Neblina" e "Nada Será Como Antes", entre outros. Seu projeto mais recente era "Delegacia de Homicídios", produção da AfroReggae Audiovisual para o Disney+, ainda em fase de gravação no momento de sua morte.

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