Habituada a tocar em eventos públicos em praças, na rua, em festas e casas noturnas, a banda Lurex, de tributo ao Queen, está completando 25 anos e vai comemorar em grande estilo, no palco do Cine Theatro Brasil. O show “Don't stop me now”, neste sábado (6/6), marca nova fase do grupo, com adoção de mais recursos cênicos, segundo o vocalista e fundador Reinaldo Amand.

“Apresentação em teatro é uma coisa nova para nós e para quem nos acompanha, então, a intenção é trazer a Lurex como o nosso público nunca viu, com novas canções, novos figurinos e iluminação diferenciada. Mesmo as músicas que sempre tocamos vão ganhar uma roupagem diferente”, diz.

Ele destaca a participação especial, no show de amanhã, do tecladista Hugo Bizzotto, que vai acompanhar a banda na execução de praticamente todas as músicas. Amand explica que o convidado já tocou com a banda em outras ocasiões, observando que a adição de teclado e sintetizadores dá mais corpo às canções.

“É tarimbado, amigo nosso, que chega para engrossar o caldo, reproduzindo efeitos que muitas músicas do Queen têm”, pontua.

Sobre as canções que a Lurex acrescenta ao repertório deste show, ele diz que são lados B, que passam a dividir espaço com sucessos como “Bohemian rhapsody” e “We will rock you”.

O vocalista faz mistério e diz que não quer estragar a surpresa, mas dá a pista de que uma das canções incluídas no roteiro foi das últimas que Freddie Mercury interpretou, registrada no derradeiro álbum que ele gravou com o Queen. “Eu, inclusive, estarei com o mesmo figurino que ele usou nesse clipe”, revela.

A formação da Lurex se completa com seu irmão, Renato Machadinho (bateria), Fil Ferrer (guitarra) e Fran Lurex (baixo). O vocalista diz que todos sugeriram músicas para compor o roteiro.

Sobre as duas décadas e meia da Lurex, ele observa que é mais tempo de estrada do que teve a própria banda homenageada, pois a formação clássica do Queen durou de 1970 a 1991. “Costumo brincar que já cantei mais as músicas do Freddie Mercury do que ele próprio”, diz.

Quando montou a banda, no início dos anos 2000, Amand imaginou que ela poderia durar três ou quatro anos e depois cada um seguiria seu caminho.


Quebra-cabeça

O vocalista destaca momentos marcantes. Um deles foi a entrada do guitarrista Fil Ferrer. “Era a peça que faltava no quebra-cabeça. Ele é um grande fã de Queen e músico impecável na guitarra, que soma nos vocais também, fazendo dueto comigo em 'How can I go on', que Freddie Mercury cantou com Montserrat Caballé”, diz.

Foram também marcantes as vezes que, em festivais, a Lurex tocou no mesmo palco de grandes nomes do pop rock nacional, como Skank, Capital Inicial e Rogério Flausino.

Outra passagem memorável, segundo o vocalista, foi entre 2003 e 2005, quando o grupo participou do Queen's Day, em São Paulo. “Em uma das edições, o próprio Brian May (guitarrista do grupo britânico) enviou e-mail para a organização do evento parabenizando as bandas e os fãs brasileiros”, diz.

Amand conta que a primeira coisa que o cativou no Queen, e que o motivou a criar a Lurex, foi a figura de Freddie Mercury.

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“Quando o vi no palco, achei aquela presença incrível. Me chamou muito a atenção a interação dele com o público, a performance e, claro, a voz. Era muito versátil, podia cantar o que quisesse, porque tinha aquela voz que era um instrumento completo. A partir daquele primeiro contato, eu e meu irmão passamos a colecionar tudo o que se relacionava com Queen”, recorda.

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