O cantor e compositor Ed Motta publicou vídeo nas redes sociais pedindo desculpas ao povo nordestino, especialmente aos paraibanos. A retratação é por ter chamado um garçom do restaurante Grado, no Rio de Janeiro, de “paraíba”, no início de maio.
Ao longo dos últimos dias, a repercussão da confusão escalonou bastante, com desdobramentos policiais, divulgação de áudios antigos e ameaça de boicote ao show que Motta vai fazer no Circo Voador nesta sexta-feira (29/5).
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No vídeo, ele disse: “Meu pedido de desculpas, meu pedido de perdão ao povo do Nordeste brasileiro, principalmente da Paraíba, vem através da música, da arte do brilhante Genival Cassiano, paraibano, compositor, cantor, que influencia minha obra desde o começo, desde o meu primeiro disco em 1988”.
O cantor também exaltou a produção cultural nordestina. "Toda minha admiração pela Paraíba e pelo Nordeste, por toda criatividade dessa região. Viva o Nordeste brasileiro, viva Paraíba!", afirmou, antes de voltar a cantar a música.
O que aconteceu?
Tudo começou no restaurante Grado, no bairro Jardim Botânico do Rio de Janeiro, depois de discussão em torno do que se chama “taxa de rolha”, cobrança feita quando o cliente leva o próprio vinho ao estabelecimento. Segundo o relato do próprio Ed Motta à polícia, ele frequentava o local havia anos e não costumava pagar a taxa. Na ocasião, foi cobrado e disse ter se sentido desprestigiado.
Vídeos das câmeras de segurança do restaurante mostram o músico arremessando uma cadeira no chão dentro do restaurante. No depoimento dado à polícia, ele admitiu esse gesto, mas afirmou que não teve intenção de atingir ninguém e que estava alcoolizado e emocionalmente alterado.
Xenofobia e preconceito
A confusão deixou de ser apenas bate-boca quando funcionários do restaurante afirmaram à polícia que houve ofensas xenofóbicas e preconceituosas, incluindo o uso pejorativo do termo “Paraíba” contra trabalhadores nordestinos. Por isso, Ed Motta passou a ser investigado por injúria e preconceito, além de ser ouvido como testemunha numa investigação paralela sobre agressões físicas entre clientes e funcionários após a briga.
Dias depois, vieram à tona áudios antigos, enviados por Ed Motta ao dono do restaurante em 2025, nos quais ele aparece reclamando de um funcionário, usando expressões ofensivas contra nordestinos e ameaçando confronto físico.
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A defesa de Ed Motta, no entanto, sustenta que os áudios são antigos, privados e fora de contexto, divulgados com o objetivo de influenciar a investigação.
