A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta semana, por 4 votos a 2, o projeto que declara o humorista Fábio Porchat "persona non grata" no estado. Votaram a favor Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL). Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD) foram contrários.
A proposta é do deputado Rodrigo Amorim (PL), presidente da CCJ, e havia empatado em 3 a 3 na primeira votação, realizada na semana anterior. O projeto cita esquetes religiosas de Porchat e sátiras em que o comediante xinga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como justificativa para a declaração.
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Homenagem a Cazarré na mesma proposta
No mesmo pacote, Amorim propõe uma honraria ao ator Juliano Cazarré, que gerou polêmica recentemente ao criar um curso sobre masculinidade voltado para o que chamou de "homens bons" e que também foi alvo de críticas e piadas de Porchat.
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No texto da proposta, Amorim afirma que "o escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo". O deputado argumenta ainda que as manifestações do humorista "extrapolam os limites da liberdade de expressão e configuram ofensa direta a milhões de brasileiros".
